Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

terça-feira, 4 de março de 2014

Getúlio Cavalcanti e coral Edgard Moraes

Publicado originalmente em 07 de março de 2011, no Claudicando


É Carnaval.

Estou recluso em casa.

Com a idade os medos aumentam: medo de multidão.

Além do que os acessos aos pontos de brincadeira não são fáceis para quem, como eu, é portador de alguma deficiência física.

O calor tá grande em Recife; a vontade de ouvir um frevo, ver pessoas e pular é enorme; gigante, feito um boneco de Olinda; infinita feito a esperança de um mundo socialista.

Conforto-me ouvindo velhas canções dos eternos carnavais, Capiba, Nelson Ferreira, Antônio Maria, Getúlio Cavalcanti...

Usando sombrinhas no lugar de bengalas; usando cerveja no lugar de lança-perfume; usando a imaginação no lugar das pernas, vou passeando pelo meu quadragésimo nono carnaval.

Lembranças das matinês em Carpina, na proteção de meu pai.
Lembranças dos desfiles das “Sedutoras” em Gaibu.

As mulheres lindas que desfilavam em Olinda na Rua do Sol...
O tempo passa, passam os carnavais, novas canções, velhos desejos e o eterno conforto do deus Baco e sua poesia.

Evoé!

(Itárcio Ferreira)