Aos Mestres, com carinho!

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Erros meus, má fortuna, amor ardente, poema de Luís de Camões


Erros meus, má fortuna, amor ardente
em minha perdição se conjuraram;
os erros e a fortuna sobejaram,
que para mim bastava o amor somente.
 
Tudo passei; mas tenho tão presente
a grande dor das cousas que passaram,
que as magoadas iras me ensinaram
a não querer já nunca ser contente.
 
Errei todo o discurso de meus anos;
dei causa [a] que a Fortuna castigasse
as minhas mal fundadas esperanças.
 
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse que fartasse
este meu duro gênio de vinganças!

Luís de Camões

domingo, 15 de novembro de 2015

Amor é fogo que arde sem se ver


Amor é fogo que arde sem se ver 
É ferida que dói e não se sente 
É um contentamento descontente 
É dor que desatina sem doer 

É um não querer mais que bem querer 
É um andar solitário entre a gente 
É nunca contentar-se de contente 
É um cuidar que se ganha em se perder 

É querer estar preso por vontade 
É servir a quem vence o vencedor 
É ter com quem nos mata lealdade 

Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade 
Se tão contrário a si é o mesmo amor?


Camões

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Camões



Nota do SeNCPMGrito:
Sem querer aviltar, como se isto fosse possível, a memória do grande poeta Camões, recebi, via e-mail, o texto que posto abaixo, dei uma pesquisada na WEB, mas não encontrei a fonte, muito menos o autor ou autora. 
Achei interessante, mesmo não sabendo se o fato aconteceu, mas, admitamos,  É bem bolado e interessante.
(Itárcio)

******

 O Vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos à interpretação do seguinte trecho de poema de Camões: 

“Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, dor que desatina sem doer.” 

Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação: 

“Ah, Camões!

Se vivesses hoje em dia, tomavas uns antipiréticos, uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. Compravas um computador, consultavas a Internet e descobririas que essas dores que sentias, esses calores que te abrasavam, essas mudanças de humor repentinas, esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo!”