Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
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sábado, 22 de abril de 2017

Ou é santa ou é Puta, poema de Anna Morgalisa


Ou é santa ou é Puta
Ou senta ou some
Tu não guarda nenhum nome
Mas eu te tenho na escuta
Então lembra de uma coisa
Pra mim
Ou é mole ou é Dura
E mesmo a segunda
Não me serve
Se não me molho
Então me olha
No meu olho
E deixa eu ver teu passado
Teu presente
Teu futuro
Se ao menos me entende
Saiba que uma mulher só se deita
Dentro de si mesma
Ou acompanhada
Por alguém que a respeita


Anna Morgalisa

sábado, 15 de outubro de 2016

Demoro-me em frente ao espelho, poema de Anna Morgalisa


Demoro-me em frente ao espelho
Não me apresse, penso
Mas não há ninguém me apressando
Não há mais ninguém para me apressar
Demoro-me com o lápis
Capricho no delinear

A vida pede por rituais

Feito um poeta que estuda a rima
Passo o rímel bem devagar
De cima pra baixo, de baixo pra cima
Olhos são poesias
Órgãos mais puros
Da arte de amar

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sobre minhas ausências, poema de Anna Morgalisa


Não se preocupe
Sou feito uma puta
Que se apaixona
E não dá trégua
Em assunto de poesia
Em minha conta,
Ninguém passa a régua
Sinto sempre
Muito embora
Nem sempre eu as escreva
Minha vida é uma novela
Mexicana, clandestina
(Ninguém é perfeita)
Mas não me calo
Dessa fruta proibida
Chupo tudo, até o talo