Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
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sábado, 20 de abril de 2019

A DERROTA PASSADA A LIMPO, poema de Inaldo Cavalcanti



Me fiz, e assim cantei a história
E assim perdi
O coração onde o banquete
Recusou o comer comum.

Sou pequeno: o passado
Já viveu o futuro.
Nada conduz à minha tristeza de sonhar.
Nada recria o pão da minha amizade.

Uma vez desprezada e pobre vigília,
Sou pobre.
Mendigo da melodia, louvo a Luz
E reencontro a doação da minha queda:
A ti, cordeiro guerreiro da origem.

Inaldo Cavalcanti

quarta-feira, 9 de maio de 2018

LONDON REVISITED, poema de Inaldo Cavalcanti


Os espelhos nunca morrem:
Conspiram contra o silêncio.
 
Aturde a flor o vento rude.
Sangra nas raízes o mundo.
 
Perversa a minha dor:
De mim vive, e não me faz feliz

Inaldo Cavalcanti

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Um saber simples verticaliza a luz, poema de Inaldo Cavalcanti



No carrossel inerte – humílimo mistério.
Eis um rosto.

A loucura que o ríctus do Atlântico
Traduz em espumas – preciso golpe.
Eis o mesmo rosto.

Algo magoado cadencia a vida
E o recife ensina o êxtase silencioso do olhar


Inaldo Cavalcanti

quarta-feira, 19 de julho de 2017

VAN CANTIGA A VINCENT, poema de Inaldo Cavalcanti

O vento visita o verde
No olhar maravilhado
De um homem menino.

Eu te vi no vento
- Loucura luminosa
Por um deus esquecida –
Invadir a janela
De um pobre calendário.

Eu te vi no vento
E me lembrei da vida.

Inaldo Cavalcanti