Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
Mostrando postagens com marcador Física Quântica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Física Quântica. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de novembro de 2016

O QUE É A FÍSICA QUÂNTICA?

Da esquerda à direita: Walther Nernst, Albert Einstein, Max Planck, Robert Millikan, e Max Von Laue em 11 de novembro de 1931.

Via Ano Zero

Por 


A física quântica é cada vez mais seriamente estudada, estando portanto além do charlatanismo. Descubra o que já sabemos aqui.

Minha última tradução no Ano Zero sobre o descobrimento de bósons da matéria escura me inspirou a traduzir outros artigos que explicassem a física quântica de uma forma mais didática, tanto para o público do AZ – que aprecia muito o conteúdo científico – quanto para a minha própria compreensão acerca dessa ciência.
A física quântica nada mais é do que a “linguagem” que rege o universo a nível molecular, e uma vez que você lê a definição que os cientistas encontraram sobre essa “linguagem”, sua maneira de enxergar a natureza muda completamente.
Infelizmente, ainda não estamos nem perto de entender essa linguagem tão complexa, mas com certeza fizemos muito progresso nos últimos 100 anos.
É por isso que hoje trazemos o artigo de Cecille de Jesus, originalmente publicado em inglês no Futurism, traduzido por mim, sobre as evoluções da física quântica até os dias de hoje.

A CIÊNCIA ACIDENTAL

Em 1900, o alemão físico-teórico Max Planck acidentalmente deu origem ao campo da mecânica quântica (aka física quântica), quando tentou investigar por que os resultados de seu experimento de corpo negro não coincidiam com as leis da física clássica.
Ele descobriu que a energia é descarregada em pequenos pacotes (chamados quanta) e parecia ser emitida em comprimentos de onda.
Desde então, Einstein e outros físicos usaram seu estudo e, ao fazê-lo, causaram o avanço da física quântica, o campo da ciência que lida com o comportamento da matéria e da energia nas menores escalas atômicas (e subatômicas). Planck foi finalmente premiado com um Prêmio Nobel por seu trabalho.

Por outro lado, o mundo da física tem sido um poço de incertezas desde então. Graças a este trabalho, os nossos olhos foram abertos a um caótico universo e onde as partículas aparecem inexplicavelmente e da mesma forma deixam de existir – em um constante estado de fluxo.
A fim de compreender a física quântica, você tem que jogar todo o sentido da lógica pela janela. Mas por quê?
Ao contrário da física clássica, a física quântica não honra a mesma lógica que se aplica aos nossos ambientes cotidianos. Partículas quânticas seguem um conjunto diferente de leis, que até agora não entendemos completamente.
Por cerca de um século, os físicos de todo o mundo têm tentado trazer sentido aos fenômenos quânticos.
Mas, até agora, todas as tentativas de unificar a mecânica quântica com as leis físicas comuns de nosso ambiente diário têm sido em vão. Ficamos com várias probabilidades em vez de certezas.

THE ULTIMATE DIVAS

Para começar, a definição padrão parece bastante simples: A mecânica quântica é “o ramo da mecânica que lida com a descrição matemática do movimento e a interação de partículas subatômicas”.
O problema com isso é que medir posições atômicas com precisão é uma tarefa terrivelmente complicada (e praticamente impossível).
Como afirma o princípio da incerteza, medir posições quânticas, mesmo quanto a algo tão delicado como a luz, interagiria com átomos ao redor, porque tudo (incluindo luz) tem momentum linear, tornando qualquer medição automaticamente imprecisa.
Como podemos realmente avançar se não podemos realmente obter medições precisas?
Infelizmente, este é apenas o início do problema.
Partículas quânticas (aparentemente) fazem o que quiserem, quando lhes agrada, o que torna praticamente impossível de replicar resultados de uma experiência – um requisito de validação fundamental do método científico.
Na verdade, até mesmo Einstein, que ajudou a dar vida ao campo da física quântica, odiava física quântica. É um ramo imprevisível e, na maioria das vezes, ilógico (ou pelo menos contra-intuitivo).
Tomemos, por exemplo, a dualidade onda-partícula, que mostra que a luz tem propriedades tanto de partículas quanto de ondas.
A experiência da dupla fenda é uma das experiências mais básicas da física quântica, mas continua a ser uma das maiores confusões mentais de todos os tempos.
Nesta experiência, átomos são vistos comportando-se como uma partícula e uma onda dependendo da presença de interferências. E parece que eles têm uma mente própria, distribuindo-se e formando um padrão de interferência.
“Se você pode explicar isso usando o bom senso e lógica, deixe-me saber, porque há um Prêmio Nobel para você”, diz o físico teórico britânico Jim Al-Khalili.

E a seguir, as coisas ficam muito mais estranhas…

O vazio do universo: Este é o tipo de coisa que os primeiros pioneiros na mecânica quântica acreditavam – e era o tipo de coisa que a maioria das pessoas ainda acreditam. Mas esta imagem do universo é errada… a física quântica nos diz isso.
Na década de 1920, os pesquisadores pensaram que o vazio – uma ausência de matéria – é o que a mecânica quântica estava falando. “As Duas Mesas” de Arthur Eddington dão um ótimo tratamento do assunto.
Nesta peça, Eddington essencialmente argumenta que existem duas mesas:
Primeiro, há a mesa da experiência. É uma mesa que podemos ver e interagir com ela. É relativamente permanente, é colorida e (acima de tudo) é substancial.
Em segundo lugar, há a mesa da ciência. Isso é algo que é intangível. É, sobretudo, o vazio com várias cargas elétricas, escassamente espalhadas que acotovelam-se com grande velocidade.
No entanto, esta metáfora é (obviamente) errada.
O átomo é como uma “sopa louca” de elétrons, positrons, quarks, fótons, glúons, e assim por diante. Estes estão surgindo e aniquilando uns aos outros.
Acontece que eles são tão uniformemente cancelados que a imagem do “espaço vazio”, que foi dada a nós pela mecânica quântica de 1920, descreve-o muito bem. Como foi referido, este vazio não é uma descrição exata do que está realmente acontecendo. Os desvios, que podemos testar, entram na Teoria Quântica de Campos.
O que as pessoas que vivem na década de 1920 não percebem é que o “espaço vazio” não é o que nós pensamos que seja – é uma “sopa” de um monte de coisas com média zero. Como equilíbrio termodinâmico, ou seja, “sem fluxo líquido”, está longe de ser o mesmo que “sem fluxo” em tudo!
Abaixo estão apenas algumas coisas muito importantes que dependem de nossa compreensão dos fenômenos quânticos para avançar.

OS COMPUTADORES QUÂNTICOS

Os computadores quânticos contam com o estado de superposição para realizar tarefas muito complexas usando menos etapas do que os computadores convencionais.
Teoricamente, os computadores quânticos podem executar mais operações do que a quantidade de átomos existente no universo. 
Um computador clássico tem uma memória feita de bits. Cada bit guarda um “1” ou um “0” de informação. Um computador quântico mantém um conjunto de qubits. Um qubit pode conter um “1”, um “0” ou uma sobreposição destes.
Em outras palavras, pode conter tanto um “1” como um “0” ao mesmo tempo. O computador quântico funciona pela manipulação destes qubits.
(Ative as legendas do vídeo em português)

SUPERCONDUTORES

Estes materiais transmitem eletricidade sem qualquer perda de energia, mas atualmente só funcionam em temperaturas criogênicas (temperaturas abaixo de 150°C).
Os físicos estão atualmente tentando descobrir como fazer supercondutores trabalharem à temperatura ambiente.
(Vídeo acima sem tradução para o português)

MATÉRIA ESCURA / ENERGIA ESCURA

A identidade destas partículas invisíveis e misteriosas faz parte de uma energia que compõe cerca de 98% do nosso universo e permanece desconhecida. Sabemos mais sobre o que não é do que o que é, e só pode ser detectada através de sua força gravitacional.
(Vídeo acima sem tradução para o português)

OS BURACOS NEGROS

Ironicamente, não só são as menores partículas conhecidas pelo Homem, como também as mais difíceis de compreender, que também governam os maiores fenômenos, mais poderosos em nosso universo.
(Sem tradução para o português)

Então, para responder à pergunta “Onde estamos agora no campo da física quântica?” Embora tenhamos percorrido um longo caminho na compreensão dos poderes de fenômenos quânticos, a compreensão da maioria deles ainda é desconhecida.
Se você acha que tem a capacidade mental e a resistência para se juntar ao campo da física quântica e tornar tudo isso um pouco menos louco (ou pelo menos tentar), a humanidade vai agradecer por isso. Além disso, prêmios Nobel o aguardam.

sábado, 4 de junho de 2016

Fenômenos quânticos revelam universos paralelos em colisão


A hipótese do “multiverso” (a ideia de que nosso Universo seria apenas um em um número infinito) não é uma novidade na Física e na Filosofia. Recentemente essa hipótese se associou à busca por físicos de uma “assinatura cósmica” que comprovasse que o Universo seria uma simulação computacional finita, aproximando ainda mais à Física da antiga mitologia gnóstica. Agora, um trio de físicos da Austrália e EUA publicou um artigo científico onde explora a possibilidade de universos paralelos estarem  colidindo entre si. E os estranhos comportamentos das partículas subatômicas revelado pela mecânica quântica nada mais seriam do que os interstícios desses mundos se encontrando. As implicação filosófica da pluralidade de mundos é evidentemente gnóstica. Mas, os físicos apontam para uma surpreendente aplicação dessa hipótese: o estudo da dinâmica molecular das reações químicas de drogas.
Por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Cinegnose

Existem universos alternativos? – mundos onde jamais os dinossauros foram extintos por algum asteroide que caiu na Terra ou onde a Austrália foi colonizada pelos portugueses ao invés dos ingleses.
Desde a descoberta dos assombrosos comportamentos das partículas subatômicas na mecânica quântica, a Física vem estabelecendo um diálogo com a mitologia gnóstica. Enquanto pesquisadores gnósticos como Stephan A. Holler veem no princípio da Incerteza de Heinsenberg a confirmação da secreta suspeita de que o Universo é uma obra imperfeita criada por um Demiurgo, físicos e matemáticos como Nick Bostrom (Oxford University) e Silas Beane (Universidade de Bonn) procuram uma “assinatura cósmica” de que o Universo é uma simulação como um gigantesco game de computador  cósmico - sobre esse tema já discutido pelo Cinegnose veja links no final dessa postagem.

Dessa vez a aproximação entre Física e Gnosticismo surge em um artigo radical publicado na Physical Review dos físicos Howard Wiseman, Michael Hall da Griffith University da Austrália e Dirk-André Deckert da Universidade da Califórnia: “Quantum Phenomena Modeled by Interactions Between Many Classical Worlds” de outubro de 2014 – clique aqui.

Howard Wiseman e a hipótese dos Mundos em Colisão
Enquanto Bostron e Beane aproximam-se do Gnosticismo pelo argumento da simulação, Wiseman, Hall e Deckert exploram a possibilidade desses universos paralelos estarem continuamente interagindo entre si. Mas vão além: todas as características fantasmagóricas do mundo das partículas subatômicas descritos pela mecânica quântica (teletransporte, bilocações, sobreposição, entrelaçamento etc.) nada mais seriam do que manifestações das interações e repulsões desses mundos paralelos.

A hipótese dos Mundos Paralelos - MWI

A possibilidade da existência de universos paralelos a partir da mecânica quântica não é uma ideia nova – foi o resultado de uma das principais interpretações da mecânica quântica feita em 1957 por Hugh Everett na Universidade de Princeton – a chamada “Interpretação de Muitos Mundos” (em inglês Many Worlds Interpretation – MWI).

A chamada “Interpretação de Copenhagen” anterior a de Everett considerava a mecânica quântica a partir do “colapso da função de onda”. O melhor exemplo para explicar isso é a paradoxal experiência proposta pelo austríaco Schrödinger: um gato está preso numa caixa que contém um recipiente com material radioativo e um contador Geiger. Se o material soltar partículas radioativas e o contador detectar, acionará um martelo que, por sua vez, quebrará um frasco com veneno, matando o bichano.

De acordo com as leis da física quântica, a radioatividade pode se manifestar tanto como onda quanto partícula. Ou seja, na mesma fração de segundo, o frasco de veneno quebra e não quebra, produzindo duas realidades probabilísticas simultâneas. Segundo o raciocínio, as duas realidades aconteceriam simultaneamente dentro da caixa, até que fosse aberta – a presença de um observador e a entrada da luz intervindo nas partículas acabariam com a dualidade.


Ambas realidades existem simultaneamente dentro da caixa. Mas existe a chamada “decoerência quântica” que garante que essa situação “decaia” para um dos resultados: vivo ou morto. Isso impede que os “dois gatos” das situações diferentes interajam entre si.
Na interpretação de Everett, esses dois gatos (morto e vivo) passam a ser considerados dois mundos independentes e sobrepostos sobre o mesmo tempo/espaço. Não são mais considerados uma “decoerência quântica” fruto da intervenção do observador que romperia com a função de onda. Everett considerava uma existência ontológica para cada um desses mundos, ou “subsistemas”, como afirmava.

Haveria uma sobreposição quântica de vários, possivelmente infinitos, estados de universos paralelos não comunicantes. Dessa maneira a MWI dá início às várias hipóteses de multiversos existentes na Física e na Filosofia.

Mundos em choque - MC

As semelhanças entre a MWI e a proposta de Wiseman, Hall e Deckert termina na ideia de múltiplos mundos. Nessa hipótese dos Mundos em Choque (MC) simplesmente ignora os conceitos consagrados da física quântica como “função de onda”, “influência do observador” ou distinção entre mundos subatômico ou macrofísico – distinção que sempre preocupou os físicos na busca de uma “Teoria Unificada” que finalmente conseguisse juntar a mecânica quântica e a relatividade de Einstein dentro de um mesmo modelo.

Wiseman em seu artigo “When Parallel Worlds Colide... Quantum Mechanics is Born” (The Conversation, 2014) sintetiza as diferenças entre a MC e a MWI: Primeiro, não existem diversos mundos que se ramificariam a cada resultado possível da observação.  Isto é não existe uma decoerência quântica a cada observação que resultaria em diferente ramificações, transformando a realidade em um gigantesco hipertexto. Os diversos mundos existem continuamente ao longo do tempo.


Portanto, o número de mundos paralelos é finito.
Segundo, cada mundo é regido pelas estritas leis newtonianas clássicas – suas propriedades são definidas com precisão. Não há um princípio da incerteza de Heisenberg em cada um desses mundos. “Na verdade, se houvesse apenas um mundo em nossa teoria, evoluiria exatamente de acordo com a mecânica newtoniana”, afirma Wiseman.

Terceiro, e mais importante: portanto, não existiria mais a mecânica quântica? Ela continuaria a existir apenas nos interstícios desses mundos – o choque ou interação entre os mundos cria os efeitos quânticos. 

E, finalmente, quarto: cada um dos mundos é igualmente real, com leis e causalidades newtonianas bem definidas. A probabilidade só surge quando o observador não consegue determinar a qual mundo pertence as partículas observadas em fenômenos quânticos como a função de onda. Todos os estranhos comportamentos das partículas no mundo subatômico decorre dessa colisão entre mundos. Na verdade, os fenômenos quânticos representam tanto colisão como forças de repulsão, impedindo que dois mundos tenham uma mesma configuração.

Por isso, ao se realizar um experimento de observação de partículas podemos aprender mais sobre o mundo em que vivemos, excluindo toda uma série de mundos onde poderíamos pensar que estávamos.

Implicação e Aplicação da MC

A teoria de Wieseman, Hall e Deckart é importante por romper com a tentação de vermos na experiência do Gato de Schrödinger a possibilidade de novos mundos alternativos nascerem a cada resultado diferente do observador – “decoerência quântica”.

Hugh Everett e a "Interpretação dos Muitos Mundos"
Por isso a MC aproxima-se da cosmologia gnóstica de filósofos como Basilides de Alexandria (entre 117 e 138 DC) que descrevia um universo estruturado em 365 “céus”. Cada céu gerou o próximo. Os anjos do último céu criaram o mundo no qual vivemos. Um deles tornou-se o Demiurgo (o “Deus” ou “Jeová” dos hebreus), totalmente ignorante da existência dos outros mundos, passado a considerar-se o criador único de todo o Universo. O que apenas produziu caos, o que obrigou o Divino Pai a enviar seu “filho”, Jesus, para nos alertar sobre a pluralidade de mundos (“Na casa do meu Pai há muitas moradas”, João 14:2) e o resto da história todos conhecemos...

A hipótese da MC parece nos tirar do resultado fantasmagórico da experiência do Gato de Schrödinger (um mundo diferente criado como resultante de cada observação) para nos levar a um Universo estruturado em um número finito de mundos independentes e com leis e causalidades próprias – o que aproxima-se da cosmologia gnóstica.

Os fenômenos quânticos seriam as fronteiras das colisões entre esses mundos.

Howard Wiseman ainda revela em seu artigo na The Conversation uma surpreendente aplicação dessa teoria: a aproximação da mecânica quântica usando um modelo de um número finito de mundos pode ter uma importante ramificação nas pesquisas sobre dinâmica molecular, fundamental para o entendimento das reações químicas e a ação das drogas.  

Será que essa abordagem poderia revelar o porquê de muitas pessoas que experimentam LSD ou drogas psicodélicas descreverem experiências similares aos da física quântica?


Postagens Relacionadas




segunda-feira, 27 de julho de 2015

NOVOS CÁLCULOS CONTESTAM TEORIA DO BIG BANG


O Big Bang nunca existiu, e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim


O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.
Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.
Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.
"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.
Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.
Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.

Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”, completou.
Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.
"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.
No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.
A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das. (Fonte: aqui).
................
O leitor Jorge Luis joga mais luzes sobre o tema:
A ideia do Big Bang parte de um princípio lógico bem simples: se o universo está se expandindo, hoje ele é maior do que ontem, ou seja, retrocedendo no tempo, deveria existir um momento em que ele era bem pequeno.
Não tem muitos detalhes no texto, mas creio que o que eles estão contestando é a ideia de que havia um ponto infinitamente pequeno a partir do qual o universo surgiu. Ou seja, a expansão ocorreu, mas a partir de um ponto onde toda a matéria já existia e não que teria sido criada em uma singularidade.
No final das contas, geram mais questionamentos, como por exemplo, o que causou a expansão da matéria e energia do universo a partir desse ponto incrivelmente (mas não infinitamente) denso?
A ideia de um universo cíclico já existe há tempos, onde teria havido um big bang que iniciou a expansão, sendo que em determinado momento a gravidade da matéria do universo iria deter a expansão, iniciando uma contração, assim com uma bola arremessada para cima desacelera e volta em direção à terra por causa da gravidade. Essa contração levaria a um big crunch, a partir do qual poderia ser iniciada uma nova expansão. Nessa ideia, a matéria e energia seriam eternos e o universo passaria por ciclos de expansão/contração, como um pulmão. O problema dessa teoria é que a expansão está acelerando, algo justamente creditado à energia escura. Se a expansão está acelerando, então nunca haverá uma contração, nem universo cíclico. A expansão continuará para sempre até que ocorra a morte térmica do universo. (Fonte: aqui).

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A MORTE É UMA ILUSÃO QUÂNTICA

imagem texto morte ilusao quantica(ndig.com.br)


Os mais recentes estudos na área da Física Quântica demonstraram que matéria e energia são como dois lados de uma mesma moeda. Uma partícula pode se apresentar de uma forma ou de outra, com a mesma curiosa facilidade que consegue se deslocar de um espaço a outro instantaneamente, sem percorrer o caminho intermediário.
Porém, mais surpreendente do que isto, os experimentos demonstram que a “consciência” é que define o mundo físico, e não o contrário. Ou seja, se até hoje existia uma discussão acadêmica no sentido de que a matéria teria originado a vida (consciência), hoje se percebe de forma cada vez mais nítida que ocorre justamente o oposto: a consciência (vida) é que cria a matéria.
Neste sentido, o Universo seria composto de elementos quânticos (energias com suas frequências e vibrações) que regeriam o que tem sido chamado de “Universo das Possibilidades”. Neste Universo (ou multiverso), preexistiriam todas as situações possíveis de serem concretizadas. Porém, a escolha de uma única realidade dentre infinitas outras possíveis, aconteceria a partir do momento em que a consciência atue na situação específica. Como consequência, ocorre a “materialização” de uma única realidade no mundo “concreto” em que vivemos.
Tamanha a importância deste conceito, que hoje muitos cientistas defendem a tese de que o Universo é infinito não porque já exista um “espaço” infinito de “vácuo” a ser preenchido, mas porque cada vez que a “consciência” atinge (conhece) os limites do Universo observável, estas fronteiras automaticamente se expandem, criando mais Universo, mais matéria “concreta”, mais realidade de forma indefinida e sem fim.
Logo, NÃO existiria NADA no mundo “concreto”, antes da consciência ter algum tipo de contato com ele. Até então, a única realidade é o mencionado Universo das Possibilidades.
Como consequência, temos que assim como a matéria “física” é uma ilusão que surge as partir da interação da consciência, a morte também o é (pois a morte é física, não representando nada mais do que o fim das funções fisiológicas de um corpo). E se a vida que cria o mundo e não o contrário, então ela preexiste ao Universo em si e, portanto, preexiste à morte física.
Válido lembrar, que a morte neste plano é apenas “uma das possibilidades físicas” dentre as infinitas que pairam no Universo Quântico, de maneira que a “experiência” de morrer não tem como existir em um sentido “real”. Soma-se a isto, o fato de, segundo Einstein, o espaço-tempo ser comprovadamente relativo (não existe de forma linear), existindo como mera consequência do Mundo material (que por sua vez é consequência da consciência). Como poderíamos morrer se o Tempo também não é absoluto? Se “antes e depois” se confundem com absoluta naturalidade científica?
A verdade é que a cada dia se compreende mais a fundo o simples fato de que A MORTE NÃO EXISTE. A realidade não é composta de matéria (não contendo em si, portanto, a morte física), mas de ondulações e oscilações energéticas, onde cada final de ciclo não representa nada mais do que o exato início do ciclo seguinte. Nossos cinco sentidos estão limitados a perceber um Universo físico de Ilusão, criado pela própria Vida Maior para dar sentido a nossa própria existência espiritual.
imagem:ndig.com.br