Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
Mostrando postagens com marcador Omar Khayyam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Omar Khayyam. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Para refletir (108)


"É inútil te afligires por teres pecado;também é inútil a tua contrição:além da morte estará o Nada,ou a Misericórdia."

(Omar Khayyam, poeta, matemático e astrônomo persa dos séculos XI e XII)

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Os Rubaiyat, poema de Omar Khayyam


17
 
Como o rio, ou como o vento,
vão passando os dias.
Há dois dias que me são indiferentes:
O que foi ontem, o que virá amanhã.
 
 
18
 
Não me lembro do dia em que nasci;
não sei em que dia morrerei.
Vem, minha doce amiga, vamos beber deste copo
e esquecer a nossa incurável ignorância.
 

19
 
Khayyam, enquanto erguias a tenda da Sabedoria,
caíste na fogueira da dor; agora és cinzas.
O Anjo Azrail cortou as cordas da tua tenda
e a Morte vendeu-a por uma ninharia.
 
 
20
 
É inútil te afligires por teres pecado;
também é inútil a tua contrição:
além da morte estará o Nada,
ou a Misericórdia.

(trecho)

Omar Khayyam


Tradução de Alfredo Braga

Para ler o poema completo: Os Rubaiyat, de Omar Khayyam

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Os Rubaiyat, poema de Omar Khayyam


13
 
Não vamos falar agora, dá-me vinho. Nesta noite
a tua boca é a mais linda rosa, e me basta.
Dá-me vinho, e que seja vermelho como os teus lábios;
o meu remorso será leve como os teus cabelos.

14

Tenho igual desprezo por libertinos ou devotos.
Quem irá dizer se terão o Céu ou o Inferno?
Conheces alguém que visitou esses lugares?
E ainda queres encher o mar com pedras?

15
 
Na sombra azulada do jardim
o ar da primavera renova as rosas
e ilumina os meigos olhos da minha amada.
Ontem, amanhã... é tão grande o prazer agora.

16
 
Bebo, mas não sei quem te fez, ó grande ânfora;
podes conter três medidas de vinho, mas um dia
a Morte te quebrará. Numa outra hora perguntarei
como foste criada, se foste feliz, ou por que serás pó.

(trecho)


Omar Khayyam

Tradução de Alfredo Braga

Para ler o poema completo: Os Rubaiyat, de Omar Khayyam

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Os Rubaiyat, poema de Omar Khayyam


Que pobre o coração que não sabe amar
e não conhece o delírio da paixão.
Se não amas, que sol pode te aquecer,
ou que lua te consolar?
 
Hoje os meus anos reflorescem.
Quero o vinho que me dá calor.
Dizes que é amargo? Vinho!
Que seja amargo, como a vida.

É inútil a tua aflição;
nada podes sobre o teu destino.
Se és prudente, toma o que tens à mão.
Amanhã... que sabes do amanhã?

Além da Terra, pelo Infinito,
procurei, em vão, o Céu e o Inferno.
Depois uma voz me disse:
Céu e Inferno estão em ti.

(trecho)


Omar Khayyam

Tradução de Alfredo Braga

Para ler o poema completo: Os Rubaiyat, de Omar Khayyam 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Os Rubaiyat, poema de Omar Khayyam


Busca a felicidade agora, não sabes de amanhã.
Apanha um grande copo cheio de vinho,
senta-te ao luar, e pensa:
Talvez amanhã a lua me procure em vão.

Não procures muitos amigos, nem busques prolongar
a simpatia que alguém te inspirou;
antes de apertares a mão que te estendem,
considera se um dia ela não se erguerá contra ti.
  
Alcorão, o livro supremo, pode ser lido às vezes,
mas ninguém se deleita sempre em suas páginas.
No copo de vinho está gravado um texto de adorável
sabedoria que a boca lê, a cada vez com mais delícia.

Há muito tempo, esta ânfora foi um amante,
como eu: sofria com a indiferença de uma mulher;
a asa curva no gargalo é o braço que enlaçava
os ombros lisos da bem amada.

(trecho)


Omar Khayyam

Tradução de Alfredo Braga

Para ler o poema completo: Os Rubaiyat, de Omar Khayyam

sábado, 12 de dezembro de 2015

Os Rubaiyat, poema de Omar Khayyam


Nunca murmurei uma prece,
nem escondi os meus pecados.
Ignoro se existe uma Justiça, ou Misericórdia;
mas não desespero: sou um homem sincero.

O que vale mais? Meditar numa taverna,
ou prosternado na mesquita implorar o Céu?
Não sei se temos um Senhor,
nem que destino me reservou.

Olha com indulgência aqueles que se embriagam;
os teus defeitos não são menores.
Se queres paz e serenidade, lembra-te
da dor de tantos outros, e te julgarás feliz.

Que o teu saber não humilhe o teu próximo.
Cuidado, não deixes que a ira te domine.
Se esperas a paz, sorri ao destino que te fere;
não firas ninguém.

(trecho)


Omar Khayyam


Tradução de Alfredo Braga


Para ler o poema completo: Os Rubaiyat, de Omar Khayyam