Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
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sábado, 21 de abril de 2018

Eu vou morrer, poema de Carlos Maia



Eu vou morrer
É o fim.
Já estou vomitando
O meu fígado
A morte tão esperada
Aparece como uma convidada
Que veio antes da hora
Sinto medo ao saber
Que tenho que atravessar a porta
Tenho fobia do desconhecido
Mas mesmo com os pés sangrando
Como Gregório Bezerra,
Eu vou

terça-feira, 23 de maio de 2017

Um abrigo, poema de Carlos Maia


Um abrigo
Um lugar ao sol
Um empecilho
A força que
Nos move no planeta,
O absinto
A droga
E eu já não sinto
A vertigem
O luar
O orgasmo
A vontade de voar

Carlos Maia

terça-feira, 14 de março de 2017

Ainda hei de fazer uma canção, poema de Carlos Maia



Ainda hei de fazer uma canção
De amor pra ti Recife,
Recife, dos rios dourados pelas
Luzes da noite.
Recife, dos flamboyants e das acácias.
Recife, das auroras em Boa Viagem
Após porres homéricos na Rua da Moeda.
Recife, das putas adolescentes da Conselheiro Aguiar.
Recife, dos pedintes nos sinais
Recife, dos pôr-dos-sóis no Capibaribe.
Recife, de tanta miséria
Recife, de tanto prazer
Recife, das pontes inumeráveis
Recife, dos poetas espoliados.

Carlos Maia

sábado, 27 de agosto de 2016

Havia noites em que, poema de Carlos Maia

 
Havia noites em que
A porta ficava aberta,
E podíamos vislumbrar
Na penumbra
A cidade mergulhada na neblina.
Havia noites em que
A porta aberta
Saíamos na chuva
Pelas ladeiras de Olinda.
Havia noites
Em que a tristeza
Era uma mera
Lembrança,
Perdida
Nos confins da infância,
Entre mangueiras
E atiradeiras.
Havia noites
Em que pairava
Como uma gaivota,
A eternidade do momento.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

02 poemas de Carlos Maia

Resultado de imagem para POETA CARLOS MAIA


O homem com as suas
Máquinas possantes
Distancia-se
A cada dia mais
Do próprio homem
E anda perdido em whatsapp’s,
facebook's, e-mail's e internet
E não vê mais o amigo
Face a face!

*****

A seriedade
Dos homens de plástico
Que leem jornais
E não veem
Os Ipês roxos
Floridos
Da Agamenon Magalhães
Esmaga
Todo o cotidiano!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A resposta do Poeta Carlos Maia

Poeta Carlos Maia

Resposta do poeta, amigo e irmão, Carlos Maia a minha postagem Pingos nos is (iv):

ITÁRCIO FERREIRA 
 
Você é um GUERRILHEIRO, meu amigo!!!
 
O fato de você estar numa cadeira de rodas não o torna inferior nem superior a ninguém neste mundo. A ética pra mim é o parâmetro desta medida! E isso é uma coisa que você tem de sobra! Não se desvalorize, não se menospreze!
 
Você pode não ser adequado para uma guerrilha no Araguaia, mas você é um guerrilheiro das letras! Você já parou pra pensar quantas pessoas você alcança com seu blog??? Você é um formador de opinião!
 
E só é dançarino quem dança fisicamente? Você pode dançar com o seu espírito! Mais alto e mais bonito do que qualquer coreografia em 3D!!!
 
LIBERTE-SE DAS AMARRAS DO SEU CORPO FÍSICO E VOE!!!! VOE COMO NINGUÉM JAMAIS OUSOU VOAR ANTES!!!!
 
A SUA MORADA É ENTRE AS ESTRELAS!!!
 
SINTA-SE ABRAÇADO NA ALMA!!!
 


Carlos Maia publica seus poemas em Memórias das Pedras

Itárcio Ferreira publica seus poemas em Itárcio Ferreira, poemas

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Ele foi aonde eu não pude alcançar..., poema de Carlos Maia



Ele foi aonde eu não pude alcançar...
E escutou sons inefáveis
Visões de anjos e querubins
Ele foi muito longe,
Meu bebê
Flecha lançada
Do meu coração
Minha vida
Minha Luz
Voa...
Voa alto Luquinha,
Voa sem medo
Que um dia
Eu quero poder te acompanhar...

Carlos Maia

Visitem o blog do poeta: Memória das Pedras

domingo, 24 de julho de 2016

Fraco, fraco, fraco..., poema de Carlos Maia


Fraco, fraco, fraco...
Quase exaurido
De todas as minhas
Forças!
A luta tem sido
Ferrenha
E a batalha
Acirrada
Continuo rogando ao Pai
Por misericórdia
E não ofereço mais
Nenhum sacrifício.

Carlos Maia

sábado, 2 de abril de 2016

O poeta Carlos Maia de mãos dadas com Drummond


MÃOS DADAS

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer,
a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. 

O tempo é a minha matéria, o tempo presente,
os homens presentes, a vida presente.


Nestes tempos de culto ao ego (facebook e instagram), de materialismo a toda prova, parece que palavras como solidariedade, compaixão, empatia, afeto e perdão perderam o sentido, ou não fazem parte da grande maioria dos habitantes do planeta Terra.

Vivemos num mundo árido. Carente de tudo que se chama vida. O homem não tem mais tempo para o amigo. Eu cheguei a ver num restaurante numa mesa com 6 pessoas todas teclando no whatsapp.

Eu tinha um amigo na adolescência, era o meu melhor amigo. Não me esqueço nunca uma noite perto ano novo de 79/80, nós estávamos sentados em folhas de coqueiros contemplando as estrelas em Calhetas, e começamos a falar do infinito que estava ali, bem pertinho da gente. Do sentido da vida, de nos despojarmos de tudo e seguir uma vida mais plena, mais em contato com a natureza.

Esse meu amigo era poeta. Anos mais tarde ele me disse que tinha matado o poeta que existia dentro dele. Acho que foi a pior coisa que ele fez na vida. Hoje ele não atende mais os meus telefonemas. E recentemente eu matei esse amigo dentro de mim.

Acho que temos que ter dignidade. A amizade é uma via de mão dupla. Insisti durante muito tempo nessa amizade, mas ela só existia da minha parte.

Acho interessante a mudança que ocorre em nós ao longo da vida e não percebemos. Pude sentir isso com o filme "Coração de Cristal", de Herzog, que quando o vi pela primeira vez aos 19 anos era fantástico. Quando o revi com 47, procurei aquele encanto todo e não achei. O filme era o mesmo, eu é que havia mudado.

Como dizia Heráclito: "Não é possível banhar-se no mesmo rio duas vezes. Afinal, as águas que correm no leito do rio nunca são as mesmas, nem nós somos os mesmos."

Hoje quase ninguém tem mais saco pra ler um texto longo. Eu entrei no Twitter por insistência de um amigo meu, mas nem abro. Sai do face já tem alguns meses, não suportei a egolatria dominante. Faço questão de não ter whatsapp.

Ainda me encanto com as belezas da natureza, e isso me dá um certo consolo, pois mostra que a sensibilidade ainda é uma coisa muito importante dentro de mim. Me encanto com pequenas coisas, como os olhos de um bebê, o sorriso de uma criança. Um ipê todo florido. O canto do sabiá. O sol nascendo no mar. A lua que não para de me inspirar. Essa cidade que eu amo tanto.

Dentre todas as coisas que eu me encanto a maior de todas é sentir a presença do Criador, ah isso é melhor do que a própria vida!

Amigos vem, amigos vão. É necessário aceitar as mudanças. Não podemos viver do passado.

quinta-feira, 31 de março de 2016

O ELO DA VIDA, poema de Carlos Maia


Amarelo cura,
Amar o elo perdido
A razão primordial
A ruptura do sagrado
com o profano
Amar o elo que cura
as chagas abertas
dos nossos ancestrais
As feridas da insanidade
não cicatrizadas
pela falta do perdão
A perda da inocência
e da pureza
O vazio que ficou
no lugar do gozo.

Carlos Maia

03/03/16

* O título deste poema quem me deu foi meu amigo Breide, do Mercado da Boa Vista.

domingo, 6 de março de 2016

Convidou o amigo poeta, poema de Carlos Maia

Poeta Carlos Maia

A meu amigo Itárcio Ferreira

Convidou o amigo poeta, músico e funcionário
público a dar uma desculpa qualquer
no trabalho e irem para a praia de Calhetas
com o outro amigo poeta
e canalha,
ao bar de Sarico
com aquela vista dupla fantástica!

De um lado Gaibu
e do outro Nazaré
com aquela casa do faroleiro
em ruínas,
maravilhosa.

Convidou o amigo generoso
a viver,
naquela quinta-feira cinzenta
opaca e vazia

Ou não sei se o vazio estava
em mim

O vazio que nada
preenchia

O vazio dessa existência canalha
neste planeta de expiação!

Não sei sinceramente
porque me mandaram para cá.

Eu só consigo encarar
essa miséria muito chapado!

Confortavelmente anestesiado!




Visitem o blog do poeta Carlos Maia, meu amigo e irmão: Memória das Pedras 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CARLOS MAIA: "Primavera no ar... O orvalho ainda gotejando"


Lindo rosto angelical
Em transe pela manhã,
Manhã de sol, filtrado
Entre as folhas e flores
Do quintal.
Primavera no ar...
O orvalho ainda gotejando
Nas pétalas das rosas,
Manhã
De anjos alegres e travessos
Que brincam no quintal
Sobem nas mangueiras
E fazem carinho
Neste teu rosto lindo,
Neste sol dos teus olhos!
Ah!...
Vem pra cá,
Senta na grama
E deixa eu deitar
Minha cabeça
No teu colo!


Carlos Maia

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

CARLOS MAIA: "Não estou no Recife do Rio-Mar Mas sim no Recife Da Mauricéia desvairada"



Estou no Poço da Panela
Na beira do Rio Capibaribe
Cheio de Baronesas...
Buganvílias, Cajazeiros,
Mangueiras, Palmeiras Imperiais,
Ficus e Castanheiras ou
Coração de Nego.
Não estou no Recife do Rio-Mar
Mas sim no Recife
Da Mauricéia desvairada;
Da manga rosa eu quero
O gosto e o fumo!


Carlos Maia
01/01/16


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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

CARLOS MAIA: "o meu anjo da guarda, o arcanjo Gabriel, pediu demissão ontem. não aguentou. problema dele."




hoje, quando entrei no blog, ele estava com 1.059 postagens, ele foi criado em 12/06/13. 59 foi o ano em que eu nasci. o último segundo. depois, no próximo, já é minuto. às vezes eu penso que sou Jesus Cristo, mas passa logo. às vezes eu penso que sou Shiva, a mulher de Krishna. vim para destruir o planeta. os anjos me deixam confuso. falam demais comigo. o meu anjo da guarda, o arcanjo Gabriel, pediu demissão ontem. não aguentou. problema dele. Deus já enviou cinco substitutos. reconheço que Gabriel estava por demais sobrecarregado. cinco no lugar de um. Rafael, Miguel, Uriel, Jofiel e Samuel. hoje estou mais tranquilo, até me passa pela cabeça que sou um simples ser humano. já estive internado em psiquiatrias do SUS oito vezes, conheço quase todas as de Recife. eu posso dizer com propriedade: CONHEÇO O INFERNO!!! não é nada bom. às vezes penso que Deus não seria capaz, com todo o seu amor, colocar um ser no eterno sofrimento. que Deus é esse??????? estou ouvindo um mantra lindo: https://www.youtube.com/watch?v=SN2PL-d4RLs  . tenho muita simpatia pelo Hare Krishna, Budismo, Cristianismo (o verdadeiro, não o hipócrita), Taoismo, Espiritismo, Seicho-no-ie, Sukio Mahi Kari, igreja Messiânica... não aceito nenhum rótulo para mim. sou pan sexual, assumi isso diante dos meus próprios filhos. demorei quase toda a minha vida para me aceitar. foi muito sofrimento, cara. hoje amanheci hetero. tem dias que amanheço mulher. tem dias que amanheço bicho. como foi bom ter me aceitado!!!! tirei 200 toneladas da minha mente! eu não queria ser do jeito que eu sou! como seria bom ser igual a maioria. não seria rejeitado por muitos. seria seus iguais. mas não consegui. não consegui vencer a minha natureza. me aceitar foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida, depois de aceitar Jesus. Jesus é o meu ídolo Supremo. que outro ser teve a capacidade de dividir o tempo???? o homem anda completamente perdido na ilusão do TER. eu acho que noventa por cento dos seres humanos estão iludidos nessa armadilha satânica. o dinheiro não é mal em si mesmo. não é mal nem é bom. o mal é o amor ao dinheiro. é colocá-lo no lugar de Deus. PRA QUE TANTA RELIGIÃO, SE DEUS É UM SÓ???? Ele quer que o adoremos em Espírito e em Verdade. eu sou um mísero pecador, mas Deus conhece o meu coração. não devo satisfações a homens. a minha peregrinação aqui na Terra tem sido muito difícil, luto com uma doença que é incurável, progressiva e fatal. sou um dependente químico. só quem passa por isso pode avaliar o nosso drama. não comecei a usar da forma que uso hoje em dia. comecei socialmente. só nos finais de semana. depois fui aumentando. já cheguei a fumar maconha 50 vezes num só dia. de 10 em 10 minutos. skank, hidropônico, cogumelo de boi zebu, manga rosa, cabeça de nêgo, anfetamina, cocaína(fui viciado 10 anos, ia morrendo por over-dose duas vezes), com quatro cogumelos você viaja oito horas, é semelhante ao LSD, de uma certa feita, no feriado de sete de setembro de 1979 eu comi 36 de uma só vez, viajei 72 horas direto, três dias e três noites completamente alucinado. eu queria ver qual era o limite da minha loucura. e descobri que a minha loucura não tinha limite. o limite dela era a cova. escapar de morrer?????????????? brincadeira!!!! livramentos de morte????? eu perdi a conta. que eu me lembro de 10% deles, que me contaram e não me lembrava de absolutamente nada, 90%. que direi a vocês diante isso tudo? vale a pena viver???? SIM, COMO VALE!!!!!! apesar disso tudo eu creio no amor, no perdão, na honestidade, na pureza. há momentos que valem toda uma vida!!!! em 1979, em cima daquela pedra enorme, à noite, em Gaibu, ao lado de Simone, Cida, Ernesto, Tatá, vendo as estrelas, ao lado de pessoas mui amadas, me perguntando qual o sentido da vida, por que nascemos, para onde iremos, qual a nossa missão, eu anseio por uma resposta mas ela não vem. alguém pode me ajudar???? 

04/01/16.

Autorizo a reprodução desta postagem por qualquer meio. Em parte ou na sua totalidade. Carlos Maia. Apenas peço que me dê o crédito.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Me olho no espelho, poema de Carlos Maia

Resultado de imagem para POETA CARLOS MAIA

Me olho no espelho
E o espanto
Dos meus olhos esbugalhados
Me espanta
Penso que vou morrer
Por não conseguir respirar
A imagem refletida
Me lembrou Einstein
Com seus cabelos desgrenhados
Não me reconheci
Procurei, procurei
O meu rosto
E não achei
Ficou gravada nas
Minhas sinapses
Aquele rosto cheio de vida
E pureza
E fartos cabelos longos
Encaracolados
Ah!
Da minha estonteante
Adolescência!




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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

De noite, sob as estrelas, poema de Carlos Maia

Resultado de imagem para POETA CARLOS MAIA



De noite, sob as estrelas
Cavalgar sem rédeas
À beira-mar...
Ah! Estrela-do-mar
Toma meus sonhos
Em teus braços
E conta pra tua
Amiga do céu,
Todos os meus desejos...
De caminhar com
Minha amada
Entre os girassóis,
De colher lírios
No campo...
E de noite, sob as estrelas
Dormir na praia deserta.
Desperta,
Na palma das nossas mãos.



sábado, 31 de outubro de 2015

CARLOS MAIA: O poeta prevê a SA: 16 bilhões e 500 milhões de anos Em poucos segundos.

Minha foto 
Os poetas sempre estão a frente do seu tempo

As eras passavam
Como fumaça
Diante dos seus
Olhos atônitos.
Toda a grandeza
Da evolução do cosmo
Se deparava
À sua frente
Numa sucessão
Estonteantemente rápida.
16 bilhões e
500 milhões de anos
Em poucos segundos.
Todo o processo
De evolução do homem
Se resumia a
Um milésimo de segundo.
Ele teve a sensação
Da profunda transitoriedade
Das coisas, das palavras
E dos sentimentos.
Só uma coisa pairava
Como uma névoa amorosa
Sobre todas essas coisas:
O Eterno!

Carlos Maia 08/09/15 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

É um garimpar de signos!


Eu creio que muitas vezes, na maioria das vezes, as palavras não traduzem bem o que nós estamos pensando. Principalmente a palavra escrita. A entonação, a pausa, são fatores às vezes mais importantes do que o próprio signo ali, escrito num papel ou na web. Um olhar então, ah, um olhar então nem se fala! Quantas vezes eu me perdi navegando num olhar! Linguagem de alma para alma! Intraduzível em palavras!

Por isso que o trabalho do poeta é muitas vezes tão árduo! É um garimpar de signos! Junto a outros signos! Mas quando achamos a pepita... Ah, quando achamos a pepita, o grande diamante azul, brincadeira... Tem poemas que valem toda uma vida!


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

02 poemas de Carlos Maia

Minha foto

Sempre sonhou
Em se esvaziar
De toda a enxurrada
De pensamentos
Que assolavam a sua mente.
Claudicantemente cáustico
Após 16 bilhões e 500 milhões
De anos,
Iria destruir
A sua criação,
Para fazer outra mais perfeita,
Sem satanás e os seus anjos!

***

Têmis, Diana de Gabies,
Flora, Ceres, Diana, Juno,
Minerva, Níobes, Vesta.

Os deuses do Olimpo
desceram à Praça da República
rodeados por Nassau
E o anjo
da Revolução de 1817.


Carlos Maia