Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

FERNANDO PESSOA




Acabo de reler dois poemas de Fernando Pessoa, “Tabacaria”, postado no blog Cidadã do Mundo e “Poema em linha reta”, postado em Um pouco de tudo. Tudo de um Pouco.

Qualquer um, com pretensões de ser poeta, ou mesmo, o que é já um muitão, amante das artes, das liberdades, da literatura, encontrará um dia, e se deslumbrará por toda a existência, com a Poesia genial do grande Poeta português.

Tive a sorte de cedo conhecê-lo, lá pelos meus anos de ginásio, e apaixonar-me pela suas composições, quem não se apaixonaria?

Cedo também descobri que a vida nos mói, quais os moinhos que assombravam os pesadelos de Dom Quixote, símbolo da loucura revolucionária que, contra tudo e contra todos, acredita na possibilidade de mudanças, vitórias.

Ao reler os poemas de Pessoa, graças a sensibilidades das responsáveis pelos blogs, lembrei-me do amigo Carlos Maia, poeta, blogueiro, assombrado com o mundo e a vida, e assim tal qual Pessoa, eu e uma multidão de poetas e loucos, buscando na magia das palavras, na luta revolucionária e no vinho, a fórmula para sobreviver a este mundo cheio de moinhos que nos assombram.

Maia, que além de poeta é um grande declamador, sempre nos brindava, no saudosoQuitanda Vinil, do amigo Carlos Granja, com performances de seus poemas e de poemas do Mestre, dentre os quais trechos de “Tabacaria”:

“Fiz de mim o que não soube,

E o que podia fazer de mim não o fiz.

O dominó que vesti era errado.”

Deliciem-se com as duas postagens, clicando acima.


(Itárcio Ferreira)