Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O ateísmo nada tem a me oferecer



Versão livre, para o português, do poema “Atheism is”,
de Richard Coughlan

O ateísmo nada tem a me oferecer.
Ele não me traz conforto ou certeza.
Nele não há nenhum ensinamento ou dever.
Nele não há ilusões de grandeza.

Jamais me disse como devo pensar.
Jamais me trouxe saber ou inspiração.
Ele não me obriga a crer sem duvidar.
Não me ameaça com a eterna punição.

Não torna minha vida mais contente.
É indiferente quando imploro.
Não promete a cura quando estou doente.
E não me traz alento quando choro.

Nele não encontro nenhum conselho.
Nenhuma resposta, nenhuma indagação.
Ele não me pede para cair de joelhos.
Ou passar a vida pedindo perdão.

Ele não me oferece a tola felicidade.
De me achar um escolhido entre tanta gente.
Ele não me induz a cometer maldades.
Para glória de um deus ausente.

O ateísmo não me ensina a odiar.
Ou discriminar os diferentes de mim.
Não proíbe os iguais de amar.
Não me diz o que é bom ou ruim.

Não me diz que a vida vale a pena.
O ateísmo nada me oferece, é verdade.
Mas como a realidade me basta, e só quero viver o que sou,
Então o ateísmo me oferece tudo, tudo que um dia a religião me roubou.