Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

POÉTICA III



Minha poesia cheira
ao povo brasileiro.
Cheira
a suor e a sangue
de negro, de branco, de índio.

Cheira a fome minha poesia,
por isso a faço pequena,
medrosa e rouca,
como a realidade brasileira.


(Itárcio Ferreira)


Obs.: Poema escrito à época da ditadura fascista implantada, em 1º de abril de 1964, no Brasil.