Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

terça-feira, 5 de abril de 2016

A MALA, poema de Ângelo Monteiro

 
Atirei a mala sobre o mar
E o mar sobre a mala
E o mar sobre a mala
Se debateu.

Mas porque atirei a mala
Volúvel razão me cala
Pois nem sei como fui eu.

Negra e súbita maré
Depois se abre aos meus pés
E eu vago atrás dessa mala
Como de algo íntimo e meu.

Até hoje procuro a mala
E o mar não ma devolveu.