Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

domingo, 14 de setembro de 2014

Sem lenço e sem documento... Em Foz do Iguaçu - Parte 1/3


Finalmente havia sido feita justiça. Estava lá, na fila do banco, quase a boca do caixa. Na mão o certificado de minha vitória. O alvará do juízo especial do consumidor. Pague-se a Gabriel a quantia certa de três mil reais. Danos morais e materiais. Venci o sistema! Sorri! Na verdade nem tanto. O que são três mil reais para um banco do porte do Santo André.

E quanto burocracia e formalidades, tempo perdido, trânsito, chateação das audiências. A derrota na primeira instância. A raiva. A impotência. A bile. Mas como dizia Thomas Jefferson: temo o dia em que as pessoas jurídicas, pura ficção, tenham mais direitos do que as pessoas físicas, verdadeiras, reais. E este tempo é agora.

Meu advogado, até hoje não sei o motivo, talvez a quantia irrisória da causa, havia abdicado de recorrer da decisão. Salvou-me minha mãe. Fui batizado na igreja católica, por causa de minha avó e na umbanda por vontade e crença da minha genitora. Calma, tudo vai ficar mais claro, amigo leitor. Espero apenas, com um leve sorriso que não consigo esconder, receber meus três mil reais e contarei a história do comecinho.

- O próximo! – gritou o caixa.