Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

terça-feira, 22 de março de 2016

Preconceito sempre rola, vai acontecer contigo também!


Dona Ana é uma cidadã idônea, e a maior prova disso é que até frequenta igreja. Esposa fiel e dona de casa exemplar que só se abala com a possibilidade de seu filho Rodrigo ‘acidentalmente’ se envolver com uma mulher de cor. Coisa que não tema menor chance de acontecer já que o jovem, ainda na adolescência, já se assume gay perante os amigos mais íntimos. Boato esse, que se espalhou na escola onde estuda gerando a imediata repulsa do Professor Carlos que começou a tratar o aluno diferente (de mal a pior) depois que soube de sua preferência sexual. Mas nem por isso ele se sente homofóbico.
Por estar bem acima do peso, o mesmo Carlos sofre com as piadas maldosas sobre gordo feitas na sala dos professores pela sua colega de profissão Professora Valdete, que por conta de seu alcoolismo crônico, está com o emprego ameaçado e sendo observada de perto pelo diretor do colégio, o Seu Augusto, que se orgulha de nunca ter colocado uma gota de álcool na boca, mas possui um caso extraconjugal recentemente descoberto pelo seu enteado Anderson.

Anderson odeia o seu padastro à quem atribui à alcunha de ‘porco fascista’, mas ignora que no apartamento ao lado um ódio ainda maior é nutrido pelo seu vizinho Roberto, um policial aposentado que se enfurece toda vez que sua casa é tomada pelo cheiro da maconha fumada pelo jovem que mora ao lado. A aposentadoria de Roberto aconteceu por invalidez, já que o consumo de três maços de cigarros diários lhe presenteou com um câncer descoberto já em fase terminal. Por isso, ele constantemente carece do auxílio e da ajuda de sua empregada doméstica Silvia, que, no fundo, acha mesmo que o velho deveria morrer o quanto antes, como todos os outros fumantes estúpidos com boca de cinzeiro.

Mal sabe Silvia que acabou neste trabalho de merda por que, apesar de possuir um bom currículo, foi rejeitada nas três entrevistas anteriores de emprego por conta de suas tatuagens espalhadas pelo corpo. Uma coisa inadmissível para o gerente comercial Marcelo, que rejeitou suas excelentes referências pelo simples fato de achar tatuagem coisa de mulher vagabunda. No fim do expediente esse mesmo gerente fecha o caixa e relaxa com uma boa cafungada de cocaína de ótima qualidade fornecida por um contato que atende pelo nome de ‘Nózinho’.
Nózinho é um homem beirando seus cinqüenta anos, acima de qualquer suspeita, que conduz seus negócios ilícitos e paralelamente sustenta uma vida de classe média alta, de pai de família comum, onde é conhecido como Fernando. Esposo da racista Dona Ana, que vive tentando levar o marido para assistir à um culto em sua igreja. Coisa que ele odeia, já que ainda moço ‘fechou o corpo’ em um terreiro de Candomblé, e acha que a esposa, ao invés de perder tempo com essas baboseiras, deveria dar mais atenção para o filho que anda tendo atitudes das mais suspeitas.

terça-feira, 15 de março de 2016

(A bandeira vermelha!) Notícia da Alemanha, poema de Bertolt Brecht

  

Soubemos que na Alemanha

Nos dias da peste marrom

No telhado de uma indústria de máquinas, subitamente

Uma bandeira vermelha tremulou no vento de novembro

A proscrita bandeira da liberdade!

Em pleno novembro cinza, do céu

Caiu uma mistura de chuva e neve

Mas era o dia sete: dia da Revolução!


E olhem: A bandeira vermelha!


Os trabalhadores nos pátios

Protegem os olhos com a mão e olham

Para o telhado, em meio à chuva de neve.


Então passam os caminhões com tropas de choque

E empurram para o muro quem está vestido como trabalhador

E atam com cordas os punhos que têm calos

E das barracas, após o interrogatório

Saem cambaleando os espancados, ensanguentados

Nenhum deles revelou o nome

Do homem sobre o telhado.


E assim levam embora todos os que calam

Os outros já tiveram o bastante.

Mas no dia seguinte ondulou novamente

No telhado da indústria de máquinas

A bandeira vermelha do proletariado. Novamente

Ressoam pela cidade quieta

Os passos das tropas de choque. Nos pátios

Não se avistam mais homens. Há somente mulheres

Com rostos de pedra: as mãos protegendo os olhos

Olham para o telhado, em meio à chuva de neve.


E o espancamento começa de novo. Interrogadas

As mulheres dizem: Esta bandeira

É um lençol no qual transportamos

Alguém que morreu ontem.

Não temos culpa pela cor que ela tem.

É vermelha do sangue do homem assassinado, vocês devem saber.




Bertolt Brecht

Tim Burton - Vincent (legendado em português)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Pobreza poética

Pobreza poética

Por Thiago Burckhart, para Desacato.info.
A poética é comumente associada a uma técnica de linguagem que valoriza o texto na sua elaboração harmônica, trazendo beleza e a ênfase na subjetividade. Apesar dessa definição não estar incorreta, pretendo trazer a poética para a vida social. A poética pode ser entendida como uma forma de vida, de vivência e de experiência, calcada nas emoções. Isso porque a poética, enquanto arte, não pode se resumir a expressividade linguística, mas adentrar nos espaços morais como uma proposta ético-política.
Contudo, o contexto hodierno em que vivemos é marcado pela “pobreza poética”, seja ela entendida como linguagem, como emoção, ou como ético-política. Essa pobreza também é aliada a uma pobreza ética, ou seja, de reflexão sobre nossas práticas cotidianas. Contudo, esses espaços vazios são preenchidos pela angústia e pelo medo, pela plasticidade e frieza. Esses tempos sombrios em que vivemos – apesar de me questionar se algum tempo historicamente não o tenha deixado de sê-lo – são marcados pela objetividade supérflua, que a cada vez mais ganha espaço em detrimento da subjetividade.
Sociedade do espetáculo
A sociedade do espetáculo (Guy Debort) nunca foi tão espetacularizada como é hoje. Os holofotes estão em toda parte, seja na televisão – que a cada dia vem perdendo adeptos –, seja por meio dos telefones inteligentes que a todo momento captam imagens que valem por si mesmas, que são o meio e o fim da sociedade do espetáculo. A imagem torna-se capital. Talvez ela sempre tenha sido, mas a diferença da sociedade contemporânea é que a imagem é plenamente manipulável, e através da manipulação busca-se a (impossível) perfeição.
Não que o espetáculo sempre seja negativo. Peças de teatro também são espetáculos e nos preenchem interiormente em razão da experiência poética que proporcionam. O que se coloca hoje, contudo, em termos de espetáculo, é a perda da autenticidade humana e da própria possibilidade de experiência poética. A sociedade espetacularizada pelos meios de comunicação de massa nega a experiência poética nas suas diversas dimensões.
A pobreza se reflete na produção estético-artística. A cultura de massa, subjugada ao ditames do capital, é incapaz de produzir produtos que tenham por objetivo o enriquecimento poético, ético, filosófico e reflexivo dos seus receptores. Reproduz-se um ciclo de superficialidade que mantêm a grande massa presa na ignorância. A propaganda, enquanto veículo de difusão da ideologia dominante é o grandioso instrumento que contribui diretamente para a manutenção do status quo.
O mundo objetificado não abre espaço para a subjetividade, negando-a precipuamente, de modo que também nega a alteridade. As emoções são literalmente vistas como remediáveis, haja vista o alto índice de venda de rivotril por exemplo, sendo o Brasil o maior consumidor do mundo em volume desta droga. Contudo, o paradoxo está no fato de que ao passo que procuramos nos esquivar de emoções, também procuramos por epifenômenos emotivos. Precisamos a todo momento demonstrar alegria, pois este é o ideal de imagem que se vende.
Poética X dominação
A poética enquanto ético-política da emoção deve sustentar a necessidade de autenticidade, de ser autêntico, o que é bastante difícil no mundo das máscaras e dos vazios. A poética enquanto ético-política deve advogar em nome do preenchimento do vazio humano, o vazio intelectual, de Hannah Arendt já havia diagnosticado em 1957 no seu livro "A Condição Humana". A poética enquanto ético-política é a luta contra as formas de dominação e opressão que subjetiva ou objetivamente fazem parte do nosso cotidiano.
Uma das formas de dominação que marca o pensamento ocidental ao longo de toda a modernidade é o excesso de racionalidade. A denúncia dessa excessiva e excêntrica racionalidade foi feita por Theodoro Adorno e Max Horkheimer na "Dialética do Esclarecimento". Talvez esta ainda seja uma causa pelo qual ainda há que se lutar, qual seja, a denúncia dos mecanismos excessivos da razão instrumental, sem entretanto negar o que a razão pode vir a ser, em prol de uma vida poética.

"The Soul Of A Man", por Blind Willie Johnson

sábado, 12 de março de 2016

SAUDAÇÃO AO IDIOTA, poema de Sérgio Saraiva

protesto coxa

Saudemos os idiotas.
Saudemos a ascensão do idiota
à condição de mestre do mundo.
Saudemos entre nós sua chegada,
após uma sempre presença ignorada.
Bem-vindos sejam à nossa morada.
Saudemos os idiotas.
O futuro não lhes pertence,
mas eles festejam pelas ruas
o passado de maldição.
Seu herói é seu algoz,
sua liberdade, obediência,
sua recompensa, servidão.
Mas eles lhe dão vivas
e salvas de canhão.
Saudemos os idiotas.
Eles não têm a luz,
pois festejam a escuridão.
Aguardam o raiar do sol
nascido da bolsa do mal ladrão.
Saudemos os idiotas,
felizes eles são,
na ignorância como benção,
louvam sua perdição.
Saudemos o idiota,
sua voz se ouve ao largo,
suas patrióticas canções,
suas rimas de toleirões
e seus versos de parvo.
Saudemos os idiotas,
eles festejam a diferença
sendo todos tão iguais.
Idiotas todos são,
mas não se saberão jamais.
Festejam-se como doutos,
como tolos, sonham-se
artífices da história.
Acordarão em glória,
herdeiros da vitória,
derrotados por si próprios,
enganados por si mesmos,
néscios e boçais.
Mas felizes, todavia,
felizes como tais.
Saudemos os idiotas.
Receberão como paga sua praga.
Mas não desejavam mais.

quinta-feira, 10 de março de 2016

A evolução humana

SARAU DA BOA VISTA

 

Caros Amigos!

É com muito orgulho que convido a todos vocês a participarem desta grande festa literária musical em que celebraremos os 3 anos desta que é o maior evento independente do centro da cidade do Recife.

Homenageando no mês dedicado as mulheres a poeta Fatima Ferreira expressivo nome do Movimento dos Escritores Independentes de Pernambuco.

Dia 26 de Março de 2016, No Restaurante Maremoto - Rua do Hospício, 68 - Boa Vista - Recife.

Saudações Literárias 

Poeta Aldo Lins 

Visitem a página do Sarau da Boa Vista

Ilustrações bizarras da Idade Média (II)











terça-feira, 8 de março de 2016

MESA DE BAR, poema coletivo feito a dezesseis mãos

Mesa de bar retarda a morte
Desanima qualquer suicida
Recria novas viagens, reinventa a vida.
Acende novos olhares, perde-se o medo
Instala sem decreto a paz
E faz mais, cria paixões.
Ressuscita a longínqua infância
Traz ao olhar o primeiro beijo
Aquela velha e eterna canção.
Lugar de relatos de experiências,
convivências, carências e revelações
E outros retalhos de emoções.
As cadeiras lembram bancos de escolas
Alguém passa e pede esmolas
Lembra a vida, o acaso e a ocasião.
O álcool em colunas Romanas
Impede o avanço inimigo
Dos Bárbaros: suicídio ou depressão.
Aldo Lins, Itárcio Ferreira, Adriel Evangelista, Chico,
Rita, Araken, João e Chicão.

Celebram um poema de muitas mãos...

Poema realizado Sexta Feira, dia 04 de Marco de 2016, no Bar de Leleu Sulivan, no Mercado da Boa Vista
Visitem o face do Sarau da Boa Vista

segunda-feira, 7 de março de 2016

20 filmes perfeitos escondidos no Netflix

 


1. Os Excêntricos Tenenbaum
Quem conhece o trabalho de Wes Anderson, o diretor do filme, pode esperar por duas coisas: personagens encantadores e figurinos fabulosos. Em “Os Excêntricos Tenenbaum” não é diferente, e aí que reside toda a magia do longa, já que a história não é lá um poço de originalidade. Royal (Gene Hackman) é um vigarista e só causa problemas para sua família, até o dia que é expulso de casa. Anos depois, arrependido, inventa estar morrendo para se aproximar dos filhos, todos eles gênios, diga-se. Humor refinado e um monte de ator bacana, não perca essa joia!

2. Um Conto Chinês
O que acontece quando um imigrante chinês sem falar uma palavra sequer de espanhol acaba em Buenos Aires, na Argentina, e cruza o caminho de um mau humorado comerciante? O resultado dessa incomum amizade pode ser visto no delicado “Um Conto Chinês”! É cinema argentino da melhor qualidade e mais uma performance muito boa de Ricardo Darín!

3. Thelma & Louise
Clássico dos anos 1990, “Thelma & Louise” é um daqueles filmes que não tem como ficar indiferente, principalmente quando conhecemos o drama de Thelma (Geena Davis). Vítima de um relacionamento abusivo, ela topa fugir de seu opressor ao lado da amiga Louise (Susan Sarandon). O problema é que no meio do caminho elas acabam se envolvendo no meio de um assassinato e começa uma busca alucinante da polícia por essas duas. Uma história incrível sobre amizade que, veja só, traz como bônus o jovem Brad Pitt. Longa obrigatório para cinéfilos!

4. Kramer vs. Kramer
Joanna Kramer (Meryl Streep) não verbalizava, mas estava em depressão e exausta. Exausta de ser a esposa-troféu com uma existência baseada em cuidar do filho e esperar o marido voltar de seu emprego. Até que um dia ela cansa e, simplesmente, vai embora. E é aí que começa o filme, já que Ted (Dustin Hoffman) se vê obrigado a cuidar sozinho do pequeno Billy (Justin Henry), algo antes impensável. Ele vai ter que aprender a cozinhar, ajustar seus horários, enfim, tudo o que implica criar uma criança. Até o dia que Joanna volta – trabalhando e ganhando muito mais dinheiro do que ele – e entra na Justiça pela guarda do garotinho. Pelo papel, Meryl ganhou seu primeiro Oscar.

5. Sentidos do Amor
Como seria viver num mundo onde as pessoas perderam os sentidos? Tato, olfato, audição, visão… O fim dos tempos, parece, está próximo e essa curiosa – e terrível – doença não para de avançar e acometer mais e mais pessoas. No meio do furacão está o casal Susan (Eva Green) e Michael (Ewan McGregor), que tenta equilibrar a relação com a iminente (será?) destruição da raça humana.

6. Manhattan
Um dos melhores filmes de Woody Allen, “Manhattan” invoca os pontos fortes do diretor: diálogos maravilhosos, humor ácido, crítica da sociedade afiada e, claro, Nova York. Para quem quer se aprofundar no trabalho do diretor e entender o legado dele, o longa é fundamental.

7. Loucamente Apaixonados
O título em português é muito ruim, mas vai pela gente: o filme é ótimo. E bem fácil de se relacionar. Anna (Felicity Jones), uma inglesa em intercâmbio nos Estados Unidos, conhece Jacob (Anton Yelchin) e logo se apaixona, ela fica tão “louca de amor” que ignora a validade do seu visto e é deportada do país. Longe do amado, ela tenta fazer durar essa relação à distância. J. Law está no elenco também.

8. Paris, Texas
Dirigido pelo aclamado diretor alemão Win Wenders, “Paris, Texas”, a gente já avisa, é um filme lento, muito lento! Mas nem por isso deixa de ser genial. Aliás, é essa lentidão o seu charme. Parece que o longa consegue captar toda a melancolia e culpa do protagonista, Travis (Harry Dean Stanton), que, quatro anos após abandonar esposa e filho, é encontrado sem memória num hospital. Apenas assistam essa joia!

9. Oranges and Sunshine
Baseado em fatos reais, “Oranges and Sunshine” emociona demais. E só de ler a sinopse dá para entender! Margaret Humphreys (Emily Watson) é uma assistente social e descobre um dos maiores escândalos do Reino Unido, o tráfico de crianças pobres para trabalhar em países como a Austrália. Prepare o lencinho, tá?

10. Perdidos na Noite
O grande vencedor do Oscar de 1970 (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado), “Perdidos na Noite” é tudo isso aí mesmo. O jovem Joe Buck (John Voight) vai embora do Texas para tentar a vida na cidade grande. Em Nova York, vestido como cowboy, ele começa a ganhar dinheiro como garoto de programa. Já desiludido, encontra “nos braços” de Ratso (Dustin Hoffman), um “mendigo” coxo e mau humorado, alguém para lhe fazer companhia na big apple. E, bem, a relação criada pelos dois é nada menos do que apaixonante. Reflexo da sociedade da época, o longa é bastante competente em captar o espírito de seu tempo e, principalmente, abrir espaço em hollywood para temas mais polêmicos.

11. O Abrigo
Eles eram uma família feliz e tranquila até Curtis (Michael Shannon), o patriarca, começar a ter perturbadores pesadelos com uma tempestade apocalíptica. Obssessivo, o cara constrói um abrigo dentro de casa e o espectador não sabe se ele está falando a verdade ou, se devido seu histórico familiar, está sofrendo de esquizofrenia. E essa a graça do filme, tentar desvendar esse “mistério”, já que o final é, digamos, controverso. Jessica Chastain está no elenco também.

12. Uma Boa Mentira
Choque cultural é o que define esse longa! Emocionante, conta a história dos três sudaneses Mamere (Arnold Oceng), Jeremiah (Ger Duany) e Paul (Emmanuel Jal) que, após sofrer horrores em seu país de origem, conseguem a oportunidade de ter uma vida melhor nos Estados Unidos. E é quando conhecem Carrie (Reese Witherspoon), uma assistente social, que eles se deparam com um novo universo.

13. Deus da Carnificina
Baseado na peça homônima da francesa Yasmina Reza, “Deus da Carnificina” é um filme baseado em diálogos. Por isso, não espere grandes efeitos especiais ou reviravoltas malucas. Agora, espere por excelentes atuações de Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly.

14. White Elephant
Quando dois padres resolvem comprar briga para ajudar os mais pobres na periferia de Buenos Aires. Se à primeira vista a história do longa pode parecer clichê, não se engane: o olhar do diretor Pablo Trapero faz toda a diferença. Ah, e Ricardo Darín, como sempre, dá um show.

15. Depois de Lúcia
“Depois de Lucia”, dirigido pelo mexicano Michel Franco, é violento, muito violento. Acompanha a vida de Roberto(Gonzalo Vega Jr.) que, após a morte da esposa, ao lado de sua filha Alejandra (Tessa Ia), decide mudar para a Cidade do México. E é lá onde toda a ação do filme acontece. Espere para sentir muito ódio por todas situações de abusos físicos e emocionais pelos quais a garota irá sofrer em seu colégio. Um filme contundente, crítico e de extrema importância.

16. Ginger & Rosa
São os anos 1960, a revolução sexual está aí, assim como a ameaça de uma bomba nuclear. E é nesse cenário, de uma efervescente Londres, que o espectador é convidado a conhecer a fascinante amizade de Ginger (Elle Fanning) e Rosa (Alice Englert), duas garotas muito espertas que desejam ardentemente não “acabar” como as mães. Mas, né, sempre tem uma pedra no caminho e a relação das duas vai passar por uma grande prova. Talvez ela acabe…

17. Um Santo Vizinho
Vincent (Bill Murray) não é exemplo para ninguém. Fumante, alcoolatra, viciado em corridas de cavalo e sem dinheiro, ele é o retrato de uma pessoa decadente. Mas, né, o destino, esse danado que adora aparecer pelos lados de Hollywood, resolve colocar Maggie (Melissa McCarthy), acompanhada de seu filho Oliver (Jaeden Lieberher), em seu caminho. O resultado é uma incomum amizade e um festival de lágrimas. É clichê, mas não tem como não se emocionar.

18 – Cães de Aluguel
No filme de estreia de Quentin Tarantino, o fracasso de um roubo expõe a existência de um informante na gangue. Aqui o diretor apresenta ao mundo duas marcas registradas de suas obras: diálogos longos e magnéticos e baldes de sangue jorrando na câmera.

19 – Desconstruindo Harry
Um romancista alienado (Woody Allen) se complica ao publicar histórias verídicas de conhecidos, ofendendo, irritando e afastando todos à sua volta. O diretor ainda assina outros títulos clássicos do catálogo, como: Celebridades, Simplesmente Alice e Tiros na Broadway.

20 – Platoon
A perspectiva de um ingênuo soldado (Charlie Sheen) na Guerra do Vietnã começa a mudar quando ele vê seus compatriotas cometendo assassinatos e estupros. Esse clássico de guerra rendeu quatros Oscar para a equipe dirigida por Oliver Stone.