Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

sábado, 31 de agosto de 2013

ALMEJO O NADA



 Almejo o nada.



O poema abstrato:

sem forma, sem sentimentos,

sem cor.



Almejo a morte!



O que sou?

Uma marionete em mãos divinas?



Qual a essência do mal?

Se vim do bem: Deus?



Quem és, Senhor?

Quem sou?

És um sádico? Um alquimista?



E eu apenas um verme

Ingrato ao meu criador?



Almejo o nada: sem dor!



O que seria a vida, sem dor,

senão o paraíso?



Almejo o quanto antes

O último poema!

O infarto libertador! 


(Itárcio Ferreira)