Aos Mestres, com carinho!

Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos

quinta-feira, 17 de julho de 2014

10 poemas de Emily Dickinson traduzidos por Jorge de Sena

Emily Dickinson (1830-1886)

Via "Ler Jorge de Sena"

Celebrando data nacional americana, aqui trazemos uma das vozes poéticas mais originais dos USA: Emily Dickinson (1830-1886), a "solitária de Amherst". Especialmente apreciada por Jorge de Sena, mereceu-lhe a tradução de 80 poemas, reunidos em livro recentemente reeditado, em cuja introdução se pode ler: Nenhuma poesia do tempo se parecia com a sua, tão insólita, tão abrupta, tão tensa e tão concisa. [...] a "liberdade" de Emily Dickinson é extremamente complexa, só entendível em pessoalíssimos termos. Mas, na história da poesia norte-americana, em que as figuras dolorosas ou tragicamente isoladas são tantas, ela avulta esplêndida, igualmente distante dos "profissionais" da poesia ou dos fabricantes dela para consumo doméstico ou público.



A Letter is a joy of Earth –
It is denied the Gods –

Uma carta é uma alegria da Terra
– Denegada aos Deuses.

* * *

A sepal, petal, and a thorn
Upon a common summer's morn –
A flash of Dew – A Bee or two –
A Breeze – a caper in the trees –
And I'm a Rose!

Sépala, pétala, espinho.
Na vulgar manhã de Verão –
Brilho de orvalho – uma abelha ou duas –
Brisa saltando nas árvores –
– E sou uma Rosa!

* * *

Afraid? Of whom am I afraid?
Not Death – for who is He?
The Porter of my Father's Lodge
As much abasheth me.
Of Life? 'Twere odd I fear [a] thing
That comprehendeth me
In one or more existences -
At Deity decree -
Of Resurrection? Is the East
Afraid to trust the Morn
With her fastidious forehead?
As soon impeach my Crown!

Ter Medo? De quem terei?
Não da Morte – quem é ela?
O Porteiro de meu Pai
Igualmente me atropela.
Da Vida? Seria cómico
Temer coisa que me inclui
Em uma ou mais existências -
Conforme Deus estatui.
De ressuscitar? O Oriente
Tem medo do Madrugar
Com sua fronte subtil?
Mais me valera abdicar!

* * *

By a departing light
We see acuter, quite,
Than by a wick that stays.
There's something in the flight
That clarifies the sight
And decks the rays.

A uma luz evanescente
Vemos mais agudamente
Que à da candeia que fica.
Algo há na fuga silente
Que aclara a vista da gente
E aos raios afia.

* * *

I died for beauty – but was scarce
Adjusted in the Tomb,
When One who died for Truth was lain
In an adjoining Room –
He questioned softly why I failed?
"For Beauty," I replied –
"And I – for Truth – Themself are One –
We Brethren are," He said –
And so, as Kinsmen met a-Night –
We talked between the Rooms –
Until the Moss had reached our lips –
And covered up – our names –

Morri pela Beleza – mas mal eu
Na tumba me acomodara,
Um que pela Verdade então morrera
A meu lado se deitava.
De manso perguntou por quem tombara…
– Pela Beleza – disse eu.
– A mim foi a Verdade. É a mesma Coisa.
Somos Irmãos – respondeu.
E quais na Noite os que se encontram falam –
De Quarto a Quarto a gente conversou –
Até que o Musgo veio aos nossos lábios –
E os nossos nomes – tapou.

* * *

I hide myself within my flower,
That fading from your Vase,
You, unsuspecting, feel for me –
Almost a loneliness.

Escondo-me na minha flor,
Para que, murchando em teu Vaso,
tu, insciente, me procures -
Quase uma solidão.


* * *

I'm Nobody! Who are you?
Are you – Nobody – Too?
Then there's a pair of us!
Don't tell! they'd advertise – you know!
How dreary – to be – Somebody!
How public – like a Frog –
To tell one's name – the livelong June –
To an admiring Bog!

Não sou Ninguém! Quem és tu?
Também – tu não és – Ninguém?
Somos um par – nada digas!
Banir-nos-iam – não sabes?
Mas que horrível – ser-se – Alguém!
Uma Rã que o dia todo –
Coaxa em público o nome
Para quem a admira – o Lodo.

* * *

Silence is all we dread.
There's Ransom in a Voice –
But Silence is Infinity.
Himself have not a face.

O Silêncio é o que tememos.
Há um Resgate na Voz –
Mas Silêncio é Infinidade.
Não tem sequer uma Face.

* * *

Soft as the massacre of Suns
By Evening's Sabres slain

 
Suave como o massacre dos Sóis
Mortos pelos sabres do Anoitecer.

* * *
Volcanoes be in Sicily
And South America
I judge from my Geography –
Volcanoes nearer here
A Lava step at any time
Am I inclined to climb –
A Crater I may contemplate
Vesuvius at Home.

Os vulcões são na Sicília
E na América do Sul.
Diz-mo a minha geografia –
Vulcões mais perto daqui,
Encostas de Lava que eu
Queira inclinar-me a subir –
Cratera que eu possa ver –
Há um Vesúvio cá em casa.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

A nova moda entre as noivas dos EUA? Mostrar o bumbum

Noiva-bunda-de-fora-elhombre

E para a nossa felicidade, as madrinhas também estão sendo convocadas para a brincadeira.

Novas modas fotográficas estão sempre surgindo na internet.

A maioria delas são completamente inúteis, como o planking e o owling.

Mas há outras, tipo o topless tour e a belfie, que deixam as nossas vidas mais felizes.

Este segundo grupo ganhou mais um integrante recentemente: as noivas de bumbum de fora.

Sim, isso virou tendência nos Estados Unidos e há várias garotas mostrando a calcinha — às vezes até mesmo de frente — no dia de seus casamentos.

Se isso já não fosse sexy o suficiente, saiba que as madrinhas também costumam entrar na brincadeira.

Certamente as mentes mais conservadoras vão criticar a tendência.

Porém a grande questão aqui não é: “Por que raios elas estão fazendo isso?”

E sim: “Por que raios os fotógrafos matrimoniais não pensaram nisso antes?”

Talvez a primeira delas tenha se inspirado neste cena de um filme pornô e, depois, o negócio viralizou nas redes sociais.

Mas a verdade é que quem liga para a origem?

O que é importa é que as imagens estão aí para aproveitarmos.

E além de tudo, daqui 50 anos, elas vão poder mostrar as fotos e dizer para as suas netinhas como eram gostosas em 2014.

Deus abençoe a América.
















Sobre o autor: Ricardo Rubio

Ricardo Rubio formou-se em publicidade em 2009, mas hoje trabalha como jornalista -- e ganha dinheiro jogando pôquer.

ELH

terça-feira, 15 de julho de 2014

E essa dor que nunca pára




Malditos nazi-sionistas.

Maldito terrorismo americano.

Maldito complexo terrorista EEUU-OTAN-nazi/sionistas

Maldita mídia vassala.

Malditos todos os cúmplices desse genocídio palestino.

Maldito esse  deus de quem os nazi-sionistas dizem ser “o povo escolhido”.

E essa dor que nunca pára.

(Gilson Sampaio)

domingo, 13 de julho de 2014

Chomsky: Barbárie em Gaza

140712-Gaza4b

“Tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pelo Ocidente – para nossa vergonha infinita”
Por Noam Chomsky | Tradução: Antonio Martins
Às três da madrugada (horário de Gaza), de 9 de julho, em meio ao último exercício de selvageria de Israel, recebi um telefonema de um jovem jornalista palestino em Gaza. Ao fundo, podia ouvir o lamúrio de seu filho pequeno, entre sons de explosões de jatos, atirando sobre qualquer civil que se mova e sobre casas. Ele acabava de ver um amigo, num carro claramente identificado como “imprensa”, voar pelos ares. E ouvia gritos ao lado de sua casa, após uma explosão — mas não podia sair, ou seria um alvo provável. É um bairro calma, sem alvos militares – exceto palestinos, que são presa fácil para a máquina militar de alta tecnologia de Israel, abastecida pelos Estados Unidos. Ele contou que 70% das ambulâncias haviam sido destruídas e, até aquele momento, mais de 70 pessoas [o número subiu para 120 na sexta, 11/7, segundo o Guardian] haviam sido mortas e 300 feridas – cerca de 2/3, mulheres e crianças. Poucos ativistas do Hamas, ou instalações para lançamento de foguetes, haviam sido atingidas. Apenas as vítimas de sempre.
É importante entender como se vive em Gaza, mesmo quando o comportamento de Israel é “moderado”, no intervalo entre crises fabricadas, como esta. Um bom retrato está disponível num relatório da UNRWA (a agência da ONU para refugiados palestinos) preparado por Mads Gilbert, o corajoso médico norueguês que trabalhou extensivamente em Gaza, mesmo durante os ataques mortíferos de Israel. A situação é desastrosa, por todos os ângulos. Gilbert narra: “As crianças palestinas em Gaza sofrem imensamente. Uma vasta proporção é afetada pelo regime de desnutrição imposto pelo bloqueio israelense. A prevalência de anemia entre menores de dois anos é de 72,8%; os índices registrados de síndrome consuptiva, nanismo e subpeso são de 34,3%, 31,4% e 31,45%, respectivamente”. E estão piorando.
Quando Israel está em fase de “bom comportamento”, mais de duas crianças palestinas são mortas por semana – um padrão que se repete há 14 anos. As causas de fundo são a ocupação criminosa e os programas para reduzir a vida palestina a mera sobrevivência em Gaza. Enquanto isso, na Cisjordânia os palestinos são confinados em regiões inviáveis e Israel tomas as terras que quer, em completa violação do direito internacional e de resoluções explícitas do Conselho de Segurança da ONU – para não falar de decência.
E tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pela Europa – para nossa vergonha infinita.

Noam Chomsky

Noam Chomsky é professor emérito do Departamento de Linguística e Filosofia do MIT — Instituto de Tecnologia de Massachussets. Colaborador regular do TomDispatch, é autor de diversas obras políticas de grande repercussão.

sábado, 12 de julho de 2014

Wear the old coat and buy the new book

Via Tenho estado a ler Whitman

"Me chamam de um editorial
e me pedem que escreva
cinco folhas sobre a necessidade da leitura

Não pagam muito bem
e quem poderia pagar bem por um tema desses?
mas de qualquer maneira
preciso do dinheiro

assim que ligo meu computador começo a pensar
sobre a necessidade da leitura
mas não me ocorre nada

é algo que seguramente sabia quando era jovem
e lia sem parar
lia na Biblioteca Nacional
e nas bibliotecas públicas

lia nos cafés
e nas consultas ao dentista

lia no ônibus e no metrô

sempre andava olhando os livros

e passava as tardes nos sebos
até ficar sem um tostão nos bolsos

tinha que voltar para casa a pé

por ter comprado um Saroyan ou uma Virginia Woolf

Então os livros pareciam a coisa mais importante da vida

fundamentais

eu não tinha sapatos novos
mas não me faltava um Faulkner ou um Onetti
uma Katherine Mansfield ou uma Juana de Ibarbourou

hoje os jovens estão nas discotecas
não nas bibliotecas

eu fiz uma bela coleção de livros
ocupavam toda a casa

tinham livros em toda parte
menos no banheiro

que é o lugar onde estão os livros
da gente que não lê

as vezes tinha que seguir durante muito tempo
as pegadas de um livro que tinha saído no México
ou em Paris

uma longa pesquisa até consegui-lo

Nem todos valiam a pena
é verdade
mas poucas vezes me enganei
tive meus Pavese meus Salinger meus Sartre meus Heidegger
meus Saroyan meus Michaux meus Camus meus Baudelaire
meus Neruda meus Vallejo meus Huidobro
para não falar dos Cortázar ou dos Borges
sempre andava com anotações nos bolsos
dos livros que queria ler e não encontrava
ali andavam os Pedro Salinas e os Ambrose Bierce
a infame turba de Dante
mas agora não saberia dizer pra que maldita coisa
serve ter lido tudo isso

mais que para saber que a vida é triste

coisa que poderia saber sem precisar tê-los lido

Depois de cinco horas eu ainda não tinha escrito
uma só linha
assim que comecei a escrever esse poema
Chamei os do editorial
e disse creio que a única coisa para que serve
a leitura
é para escrever poemas

não posso dizer mais que isso

então me disseram que um poema não servia,
que precisavam de outra coisa."

(Cristina Peri Rossi)

Tradução Nina Rizzi

Texto Daqui oh

segunda-feira, 7 de julho de 2014

desarranjos, por Carla Diacov

Foto: Luiz Navarro


desarranjos, por Carla Diacov
para Marcelo Novaes e para Ana Ehre.

1.
embeba-te dum canto do quarto
em lá
louco de tua sombra
listas
objetos para a tua despedida
um limão partido
para que não lhe seque a boca
uma chinela só
para que um dos teus pés fique à procura
um rumo de poeira traseira
para que possas subir
seguir à esquerda
então à direita
para que possas passar a orbitar outras horas que não esta
só agora que agora é então
portanto
só então
feche os olhos e a boca
respire mais uns segundo
e mais um e mais um
inspire como que vomitando tudo o que te enfiaram goela abaixo como definição de coisa
que
agora
agora que é então
tu sabes bem
não são
ah, Marcelo! as coisas que finalmente não são.

2.
corte
ou fure
um pedacinho do teu dedo
ó
o teu dedo
a pequeníssima dor
em ondas
em pequeníssimas ondas
ó
corte ou fure ou
destampe a ponta do teu dedo
com ele
o dedo sangrento
toque o contorno do teu rosto refletido no puxador da gaveta
sabes bem que nesta gaveta
estão
as cartas que não mandaste
ó
as cartas
dentro destas
os cheiros de tudo o que …
é de lembrar?
é de saber desses cheiros, não?
não!
não tome as cartas nas mãos
sequer abra a gaveta
poderíamos com a crueldade neste segundo?
há uma luz no rabo dum inseto que se diz musical
há um verso repetindo a tua cabeça
há um nó desarranjado dos outros nós na embarcação:
enterra-te neste.
onde o sangue fez garças no teu rosto
deverá nascer um espaço para as memórias do novo chão.

3.
beatifico um broche que tenho
um par de botas ao estilo cowboy
há dia de não me saber
caso eu não use o broche
se já estou longe de casa
sinto que estou muito mais
longe

desembestada
grito COMO PUDE?
……..COMO LARGAR MEU ORÁCULO SEM MIM?
agora sabes que também o tenho como oráculo
e ainda logo
e dizer
AINDA LONGE
ainda
AINDA LONGE E SEM MEU ORÁCULO DA SORTE
sorte
benção
proteção
escudo
dado
agora tenho de entrar num elevador
entro de costas
como manda o bom e velho costume que acabo de inventar
no caso da ausência do broche
a entrança em elevadores
somente pelas costas
ando desejando viajar
até onde não possa mais a  excursão do toque
daí que penso em não levar o broche comigo.

4.
parei de contar estrelas
no dia em que parei de contar aos outros
que contava estrelas
que já havia um catálogo iniciando-se
que em minha metodologia
gostava de fazer uso de medalhas como
irmandade
loucura
xarope, quilograma e medalha
parei de contar as estrelas
não paro de contar mentiras
(ossos das imagens que ainda)
sou imprudente demais, Ana.
e atravesso a nado o mar da miopia.

5.
já podes fazer tuas próprias meias!
o homem sentado diante do abajur azulado
sente tanto o frio lhe agarrando pelos pés
e nada faz
além de sentir
olha a fiação do telefone
o caminho no rodapé
força a memória
a cor antiga
o tempo em que a tia Sandra ensinou
CEBOLA? OU CÊ PICA MIUDINHO
OU NEM PICA!
que frio
o restolho da quentura escapando pelos pés
e nada faz
olha pela janela central
a vizinha a desenrolar um imenso cartaz
já podes fazer tuas próprias meias!
e nada faz
além de sentir:

6.
há o alcance
há uma coisa ou um vagão onde se chegar
há a tua e a minha vontade

nalgum lugarejo que não este e nem aquele
a aproximação
se eu fosse de cascas
iria pelada
para sentir no sumo
no suco do que sou
a agonia
se eu fosse de cera
eu não iria
se eu fosse você
eu pediria
COMA-ME E LEVA-ME CONTIGO
PELO TEU LADO DE DENTRO
EM LÁ
VOMITA-ME
se você fosse eu
você perguntaria
LÁ ONDE?
daí que há também a transpiração
e a transpiração dos objetos.
e então?
should we?
há essa chance ainda. agora.
agora que é então.

7.
uma corda
uma pequena corda
e levantar-se pela manhã
pela noite
deitar-se
e uma corda
de ter junto
a dizer
poder dizer
com a corda em punho
dizer de monstros
desorganismos
alergias
e de cadeiras que não se encaixam ao mundo
há um desenho
(iria pelada se eu fosse de cascas)
há um desenho
no fundo do fundo
daquela mesma gaveta que não
nele
no desenho
uma corda puxa uma baleia morta e a amarra na pontinha da tua barba puta.
então tua necessária cadeira
desencaixada do mundo inteiro.
e eu te amo.
e nem te amo tanto, mas amo.
e tua barba é puta.

8.
pois é.
há o alcance.
há uma coisa ou um vagão onde se fazer.
está nos novíssimos catálogos de ser
coisa e deus.
coisa de ninguém.
coisas devolvidas pelo mar.
gaguejante.
crente.
engolidas e depois arrancadas de suas apropriações.
irremediavelmente.
arruinadas de suas cores.
pois é
é jamais.
regurgitar.
uma oração
um par de luvas de orar.
deus!
coisa!
que jamais seja também a violência inevitável e de afetuoso traço
nas coisas que.
caneta
caneca
caçarola e corrente.
cada pedido de cada coisa.
porque coisa pede, ora. 
sou Carla Diacov. de qualquer forma. não me importa tanto ser. e também vou e volto e babo durante. nasci em São Bernardo do Campo e moro em Itanhaém e brinquei na praça-dos-meninos em S.B.C.. morei em Londrina e ela em mim. fiz teatro e me desfiz. então escrevo e sei que vou, mas volto. de qualquer forma. e gosto tanto de pão de fôrma com amendocrem. de qualquer forma, que é como eu sou, mas volto. babando. agora dei de bulir com as plásticas também. e elas comigo. sei que vou. sei que volto. sei de mim, parada, medindo os dedos, os meus e os dos outros.

domingo, 6 de julho de 2014

Morre o jornalista Ronildo Maia Leite!


Dedico esta postagem aos amigos tricolores Chico e Araken e aos amigos alvirrubros Didi e JJ.

Hoje, feliz com a notícia de que o meu querido Santa Cruz estreou com vitória (3 x 0) contra o nosso irmão CSA, na série D; informo aos meus 10 leitores, em primeira mão, que incluí o blog do Santinha, editado, entre outros, pelo admirável Samarone Lima na minha lista de blogs.

Recebo, triste, a notícia da morte do jornalista Ronildo Maia Leite - tricolor saudável - aos 78 anos de idade, por quem sempre nutri uma grande admiração, nunca antes publicizada, posto que os "nossos jornais" sempre estiveram nas mãos das poucas "famiglias" – expressão felicíssima do nosso amigo irmão Cloaca News - que formam a máfia da imprensa no Brasil.

Hoje, graças à internet, proclamo minha admiração pelo mestre, que entre suas virtudes, era amigo de um dos meus grandes ídolos, o saudoso, entre os vivos, mas sempre eterno Gregório Bezerra.

Parabéns ao Santinha: saudades do tricolor Ronildo!

Itárcio Ferreira

6 de julho de 2009

Publicada originalmente em 06 de julho de 2009, no Claudicando.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

5 atividades sexuais “depravadas” que são boas para sua saúde

Encontrei no Hypescience
Via cracked
Se você é daquelas pessoas que nem consegue dizer a palavra “sexo” sem ficar vermelha, não prossiga. Nesse artigo, vamos falar de tudo que as pessoas acham “tabu”, “depravado” ou “estranho”, e daí vamos piorar a situação afirmando que a ciência diz que isso é bom pra você.

5. SDSM é bom para a sua saúde psicológica

5
SDSM é um acrônimo para a expressão “Submissão e Disciplina, Sadismo e Masoquismo”, um grupo de padrões de comportamento sexual humano (…que faz algumas pessoas contorcerem o rosto em desaprovação). No entanto, dizem os estudos científicos, pessoas que curtem SDSM são psicologicamente mais saudáveis do que as pessoas que não praticam nenhum desses comportamentos. Os fãs de SDSM são mais extrovertidos e abertos a novas experiências, além de menos neuróticos, ansiosos e paranoicos. Eles também são mais seguros em seus relacionamentos, mas isso pode ser porque os seus parceiros estão acorrentados na cama (espero que vocês tenham entendido que isso foi uma piada e não tentem o mesmo em casa).

4. Poliamor torna os relacionamentos mais fortes

4
“Poliamor” é uma palavra grega chique para “relação aberta” (também conhecida como “fazemos o que queremos, mas nos amamos”). A ciência diz que as relações poliamorosas são boas para os casais porque exigem bastante diálogo, que é a parte mais importante de um relacionamento. Honestidade, transparência e comunicação são pilares nas relações poliamorosas. O ciúme também é quase inexistente. No entanto, mesmo quando esse sentimento aparece, casais em relações poliamorosas conversam para descobrir o que está lhes incomodando e negociam limites.

3. Sexo casual é bom (se você fizer isso pelas razões certas)

sexo casual
Sexo casual é um grande tabu na sociedade hoje – as mulheres taxadas de “vagabundas” que o digam. Mas a ciência diz: “Foda-se o que os outros acham”. Literalmente. De acordo com essa grande mestre do universo, fazer sexo é bom para você se você está fazendo sexo porque quer. Simples assim. Sexo casual é ruim para você se você está fazendo isso para esquecer sua própria falta de autoestima e sentimentos de inadequação. Mas se você só gosta de esfregar seus órgãos genitais em outras pessoas, então isso é de fato bom para a sua autoestima. Não parece uma distinção óbvia?

2. Fazer sexo “naqueles dias” alivia cólicas menstruais

menstruacija problemi
Apesar de praticamente todas as mulheres do mundo usarem o fato de estarem menstruadas como uma razão para não fazer sexo, não há nada que apoie a ideia de que sexo não pode ser feito durante o período de menstruação. Na verdade, pode ser bom para as mulheres. Segundo a ciência, “partir o mar vermelho” pode ajudar a aliviar os sintomas mais desconfortáveis do ciclo menstrual, porque “as contrações do orgasmo no útero agem como uma massagem interna reconfortante”. Então pare de ser nojenta (ou nojento, se for o homem que não quiser encarar a situação), forre o local escolhido com uma toalha, e proceda como de costume.

1. Masturbar faz MUITO bem para a saúde

1
A comunidade científica é fã da masturbação. Segundo eles, ela é boa para os homens porque protege contra o câncer de próstata, e para as mulheres é incrível porque faz de tudo, como ajudar a prevenir infecções do colo do útero e a aliviar infecções do trato urinário, melhorar a saúde cardiovascular e diminuir o risco de diabetes tipo 2, além de trabalhar contra a insônia, através da liberação de hormônios. É importante notar também que a masturbação melhora o humor, e ser feliz faz você viver mais. Em suma, masturbação não deveria associada a nerds adolescentes desajeitados, mas sim com uma vida perfeitamente saudável e feliz. [Cracked]

terça-feira, 1 de julho de 2014

A Saúde Pública no Brasil e a Copa do Mundo de Futebol

Compelido pelo clima futebolístico dos dias atuais; pela participação do Náutico e do Sport no brasileirão, que acompanho através das discussões acaloradas dos meus colegas de repartição; pela recuperação visível do meu Santinha, que com certeza sairá campeão da série D, rumo a C, a B e por fim a “glória” da série A; pelo jogo do Brasil no templo do Arruda, pelas eliminatórias para a próxima Copa de 2010; pela Copa das Confederações e por fim pela Copa de 2014 que cá se realizará.

Compelido ainda pela campanha da Argentina, treinada pelo meu ídolo Maradona; compelido pela torcida pelos nossos hermanos, cuja imprensa tenta sempre em tratar como nossos inimigos, ecos de intrigas instaladas pelos ingleses, herdadas pelos estadunidenses e mantidas hoje por ingênuos ou maldosos “nacionalistas”.

Compelido, por fim, pela esperança de que o Dr. Sócrates seja eleito um dia presidente da CBF, assim como Lula o foi nosso Presidente, e que finalmente seja introduzida a democracia no futebol, como foi no nosso país.
Por tudo, fui buscar no fundo de “O Baú que não é do Raul” este pequeno texto, um textinho, um textículo, como diria Xico Sá, 
escrito em 20 de junho de 2002, final das eras, quase o fim da história, pois se mais um mandato fosse dado aos privatas neoliberais não existiria mais um país chamado Brasil, tampouco a maior quarta empresa petrolífera do mundo, chamada Petrobras.

(Itárcio Ferrreira)

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Quisera no nosso país houvesse uma torcida tão grande, tão empolgada, disposta a acompanhar cada lance de jogo, brigona, alegre e lutadora quanto à torcida da nossa Seleção de futebol, pela melhoria das condições da saúde pública no Brasil.

Para cada jogo de nossa Seleção se formam caravanas, organizadíssimas, o que não foi diferente nesta Copa do mundo de futebol que ora se realiza. Caravanas foram formadas para se deslocarem aos longínquos Japão e Coréia.

Quanto a nossa saúde pública... Caso fosse uma seleção, comparando-a com as seleções da copa, seria pior que a da Arábia Saudita no jogo contra a Alemanha, oito a zero. Nossos jogadores, ou seja, os nossos irmãos brasileiros que efetivamente se utilizam do SUS, uma população de 130 milhões de brasileiros, isto mesmo, dos 170 milhões de brasileiros, mais de 76% dependem exclusivamente do SUS para se socorrerem, estão mal treinados, ganham pouco e o seu regime alimentar não os faz correr em campo.

Nosso treinador, há oito anos no cargo, nada fez que pudesse mudar a nossa performance. As verbas para melhorar o nosso time da saúde por vezes e vezes foram usadas, ou mal usadas, em outras áreas, - ver o caso do CPMF, por exemplo, ou o desnecessário reaparelhamento das nossas forças armadas, como se estivéssemos em guerra externa, ou o pagamento dos juros da dívida, dívida mal contraída e mal aplicada, - e em outras oportunidades, simplesmente usadas em corrupção.

Os juízes, esses não têm favorecido a nossa seleção, muitas vezes venais ou omissos, fazem que não enxergam as faltas ou pênaltis cometidos contra nossa seleção da saúde pública, quantas partidas temos perdidos, quantos vexames!

O que mais impressiona é que muitos desses juízes, que têm assento no judiciário, foram colocados lá pelo nosso técnico FHC; nos conflitos entre nossos 130 milhões de jogadores, sempre o árbitro aplica falta a favor do técnico, (sim, pois o nosso técnico tem agido como um time inimigo), mesmo que para isso tenham que mudar as regras! Isto é um absurdo, assim nunca conseguiremos chegar a uma final.

Mas, o que mais entristece é que a torcida, aquela mesma que acorda de madrugada para assistir um jogo da nossa Seleção de futebol, aquela mesma que tem condições de pagar um plano de saúde privado, aquela mesma que tem condições de viajar a Coréia e ao Japão para assistir ao vivo os jogos da Seleção de futebol, se mostra omissa na torcida pela nossa seleção da saúde pública.

É triste, quando tudo indica que o Brasil poderá ir a mais uma final da Copa do mundo de futebol, a nossa seleção da saúde pública, doente, foi novamente desclassificada.

(Itárcio Ferreira)

Publicado originalmente em 15 de junho de 2009, no blog Claudicando.