Aos Mestres, com carinho!

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Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Antídoto para impossibilidades e paralisias, poema de Yasmin Nigri

yasmin-nigri


Estamos pisando sobre os restos
Única maneira de não esquecer



Irina bebe às vezes respira
Hoje é o último capítulo da novela
Rastreador ligado
Por livre e espontânea assinatura
Vai pro futuro, Olga,
Um carro de dois lugares
Quantos morreram na Liberdade
Em nome da Ordem
Macha não sabe aonde quer chegar
Andrei se entregou a um ponto fixo
Rompe uma luz perdida
Eles não sabem por onde pisam
Fios de sangue varridos
Massacres Esquecidos
Uma prisão chamada entretenimento
Uma prisão de classes
Subindo pela língua
Os rostos refletidos no asfalto
As lanternas da Liberdade estão
Queimadas afogadas sem vestígio
Como é o olhar dos motoristas
De caminhão pipa
Que não têm água em casa
Que não têm água em casa

sexta-feira, 13 de maio de 2016

CID 10 – S91.3, poema de Yasmin Nigri


Em delírio fui copo
À espera do teu juízo
Fui esquecida
Largada no quarto
Durante sua festa
Virei cinzeiro
Estive imóvel e atenta
À espera do seu chute
Cortei seu pé
Fiz sangrar
Causei toda sorte de infortúnios
Da dor
Ao tétano
Nem cruzes ou credos puderam dar cabo
Até seu pé ser amputado

Yasmin Nigri