"Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação." (Mário Quintana)
Aos Mestres, com carinho!
Drummond, Vinícius, Bandeira, Quintana e Mendes Campos
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Bob Dylan (o Chico Buarque estadunidense) - Nobel de Literatura 2016

Por Alexandre Kovacs, em seu blog
Bob
Dylan é o vencedor do Nobel de Literatura 2016! A Academia Sueca
conseguiu surpreender mais uma vez com a escolha deste ano e que
certamente vai gerar muita polêmica (como sempre). Dylan foi
premiado"por ter criado novas expressões poéticas dentro da
grande tradição da canção americana". Uma decisão
corajosa e que certamente será questionada por muitos puristas da
literatura, mas não há como questionar que algumas letras do
menestrel bem poderiam ter sido editadas como pura poesia.
Sou
uma pessoa absolutamente suspeita para comentar sobre Dylan, cuja
importância, na minha opinião, transcende em muito o cenário da
música pop e rock. O valor literário de suas letras é também hoje
inquestionável e pode ser comparado a autores como Rimbaud, Yeats,
Robert Graves e Allen Ginsberg. Fico feliz com a escolha porque Bob
Dylan, ou Robert Allen Zimmerman, vem ocupar aos 75 anos um lugar que
é de direito na literatura e arte do nosso tempo.
O trecho
abaixo, escrito por Robert Shelton que trabalhou como colunista do
New York Times entre 1958 e 1968, e foi um dos primeiros críticos a
descobrir o talento de Dylan em suas pequenas apresentações nos
cafés de Nova York, explica o valor do poeta e o culto de seus fãs
ao longo de toda a carreira.
"Esta é a história de um poeta e músico nascido e renascido vezes a fio, que 'morreu' diversas 'mortes' e ainda assim continuou a viver. É a história de um herói popular que negou o próprio heroísmo, de um rebelde que desafiou a sua cultura com tal eloquência que ajudou a construir uma contracultura, e que então se voltou contra os excessos do que ajudou a criar. Esta é a crônica da mudança, do desafio à tradição inquestionável e da própria tradição da mudança. Esta é a tentativa de contar a verdade a respeito de um criador de mitos, um apropriador de mitos, um destruidor de mitos. Se os mitos são sonhos públicos e os sonhos mitos privados, então esta história tentará mostrar um poeta da canção que se tornou um sonhador público que transformou em mito os sonhos e pesadelos de uma geração" - No Direction Home - A vida e a música de Bob Dylan - Robert Shelton
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
sábado, 14 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Tradução da música Blowin'In the Wind de Bob Dylan
Quantas estradas precisará um homem andar
Antes de chamá-lo de um homem?
Quantos mares precisará uma pomba branca voar,
Antes que ela possa dormir na areia?
Sim e quantas vezes precisará balas de canhão voar
Antes de serem para sempre abandonadas?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
Sim e quantos anos pode existir uma montanha
Antes que ela seja lavada pelo mar
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir,
Até que sejam permitidas serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça,
Fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento.
Sim e quantas vezes precisará um homem olhar para cima,
Antes que ele possa ver o céu?
Sim e quantos ouvidos um homem deve ter,
Antes que ele possa ouvir o povo chorar?
Sim e quantas mortes custará até que ele saiba
Que gente demais já morreu?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
Abraços Fraternos,
Carlos Maia.
Aguardo sua visita ao nosso blog:
"Na realidade precisamos de muito pouco. Apenas uns dos outros." (Eduardo Galeano)
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