"Um corvo furta; uma raposa engana; uma doninha
astucia; um homem trapaceia. Trapacear é seu destino. Por isso, quando um homem
trapaceia, nós dizemos que ele está feito."
(Edgar Allan Poe, escritor, poeta, editor e crítico literário estadunidense)
nalgum
lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer
experiência, teus olhos têm o seu silêncio: no teu gesto mais
frágil há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar
porque estão demasiado perto
teu
mais ligeiro olhar facilmente me descerra embora eu tenha me
fechado como dedos, nalgum lugar me abres sempre pétala por
pétala como a primavera abre (tocando sutilmente,
misteriosamente) a sua primeira rosa
ou
se quiseres me ver fechado, eu e minha vida nos fecharemos
belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a
neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada
que eu possa perceber neste universo iguala o poder de tua imensa
fragilidade: cuja textura compele-me com a cor de seus
continentes, restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não
sei dizer o que há em ti que fecha e abre; só uma parte de mim
compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as
rosas) ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
Agora há uma nova teoria chamada de hipótese
de “muitos mundos interagindo” (sigla MIW em inglês, para Many
Interacting Worlds),
e essa ideia é tão profunda quanto aparenta ser. Ele sugere
que não somente mundos paralelos existem, mas que eles interagem com
o nosso mundo a nível quântico, e assim são detectáveis. Embora
ainda especulativa, a teoria pode ajudar a finalmente explicar
algumas das bizarras consequências inerentes na mecânica quântica.
A
teoria é um desdobramento da interpretação dos muitos mundos
na mecânica quântica – uma ideia a qual afirma que todas as
possíveis histórias alternativas e futuros são reais, cada uma
representando um mundo real, embora paralelo. Um problema com a
interpretação de muitos-mundos, porém, tem sido que ela é
fundamentalmente não ‘testável’, já que as observações podem
somente ser feitas em nosso mundo. Assim, os acontecimentos nestes
propostos mundos ‘paralelos’ somente podem ser imaginados.
Contudo,
a hipótese MIW diz o contrário. Ela sugere que os mundos paralelos
podem interagir a nível quântico e, de fato, assim o fazem.
Howard
Wiseman, um físico da Universidade Griffith, em Brisbane, na
Austrália, e um dos físicos que pensou na MIW, explica:
"A
ideia de universos paralelos na mecânica quântica tem estado
conosco desde 1957. Na bem conhecida ‘Interpretação de
Muitos-Mundos’, cada universo bifurca em um grupo de novos
universos toda a vez que uma mensuração é feita. Assim, todas as
possibilidades são realizadas – em alguns universos o
asteroide que matou os dinossauros não acertou a Terra. Em
outros, a Austrália foi colonizada por portugueses."
Contudo,
ele adicionou:
"Mas
os críticos questionam a realidade destes outros universos, já que
eles não influenciam o nosso universo de forma alguma. Nesta nota,
nossa abordagem dos ‘Muitos Mundos que Interagem’ é
completamente diferente, como seu nome implica."
Wiseman
e colegas propuseram que existe “uma força universal de
repulsão entre mundos ‘próximos’ (isto é, similares), a qual
tende a fazê-los menos similares.” Os efeitos
quânticos podem ser explicados pela decomposição em fatores desta
força, eles propõem.
Se
a matemática for verdadeira ou não, será o teste elementar para
esta teoria. Ela apropriadamente prediz, ou não, os efeitos
quânticos de forma matemática? Mas a teoria certamente irá
fornecer muito material para imaginação.
Por
exemplo, quando perguntado se sua teoria poderia envolver a
possibilidade de que humanos poderiam um dia interagir com outros
mundos, Wiseman disse:
"Não
é parte de nossa teoria. Mas a ideia de interações [humanas] com
outros universos não é mais pura fantasia."
Como
sua vida poderia parecer se você fizesse diferentes escolhas?
Talvez um dia você será capaz de olhar para um desses mundos
alternativos e então descobrir.
Se morro
universo se apaga como se apagam
as coisas deste quarto
se apago a lâmpada:
os sapatos - da - ásia, as camisas
e guerras na cadeira, o paletó -
dos - andes,
bilhões de quatrilhões
de seres
e de sóis
morrem comigo.
Ou não:
o sol voltará a marcar
este mesmo ponto do assoalho
onde esteve meu pé;
deste quarto
ouvirás o barulho dos ônibus na rua;
uma nova cidade
surgirá de dentro
desta
como a árvore da
árvore.
Só que ninguém poderá ler no esgarçar destas nuvens
a mesma história que eu leio, comovido.
Ela vivia
a leste de
Chongling.
Ele morava numa ilha
do Rio Chan
e o dia inteiro admirava
a luz da flor.
Correndo constantemente
um para o outro
eles se abriram
um pequeno caminho
branco.
Quando nuvem e chuva
se separaram,
a trilha desapareceu
debaixo das ervas do
outono
e acima delas voltejaram
borboletas
tardias.
No amor obscurecido
penetra o brilho do sol,
e como poderia ser de
outro jeito?
Quando de novo
nos revermos,
apagaremos a candeia
e tiraremos a fina
seda
de nossas roupas.
A série "Angels in hell" do fotógrafo GMB Akash mostra
imagens impressionantes denunciando o trabalho infantil em Bangladesh.
Fotografias terríveis que revelam as duras condições de trabalho das crianças,
enviadas para trabalhar em fábricas desde os cinco anos de idade para ganhar
quase nada.
Segundo a UNICEF, mais
de 7,4 milhões de crianças estão envolvidas em atividade econômica em
Bangladesh.