Se não canto, pelo menos grito
"Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação." (Mário Quintana)
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Manhã, poema de Fernando Fiorese
na claridade do pátio
nada se move.
apenas o mármore das colunas
duela com o vento.
todo o solo prenuncia a queda
a palavra que fenda a manhã.
emigrado da sombra
me entrego ao desgaste do vento.
ah o azul
o azul me desampara.
Fernando Fiorese
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